Muitos já usaram fantasias da Pati, mas poucos sabem sua história
À frente da Pierrô há 18 anos, Patrícia aprendeu a costurar por necessidade e hoje vive a paixão com as filhas

Na loja Pierrô, muita gente já virou bruxa, princesa, vampiro ou qualquer personagem por uma noite. As fantasias saem, voltam, ganham novos donos e outras histórias. Mas pouca gente conhece a de quem está por trás de tudo isso. Há cerca de 18 anos à frente da loja na Rua Maracaju, Patrícia dos Santos Andrade aprendeu a costurar por necessidade e acabou descobrindo uma paixão que hoje já passou até para as filhas.
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Na loja, nem tudo chega pronto. Entre peças que precisam de ajustes, acessórios perdidos e fantasias que ganham uma nova cara, Patrícia aprendeu a dar um jeito em quase tudo.
“Eu comecei a costurar quando comecei a ter necessidade de arrumar a fantasia, de consertar, de ter uma peça e não ter uma mão de obra. Eu não tinha uma costureira, então comecei a fazer, comecei a costurar. Hoje em dia eu amo costurar. Se eu pudesse, ficava só costurando o dia inteiro”, conta.
Foi observando uma tia, que fazia vestidos de festa e casamento, que Patrícia aprendeu os primeiros pontos. “Aprendi com a minha tia, que é costureira. Ela trabalha com costura, fazendo roupa tipo vestido de formatura, casamento. Ela é mais alta-costura mesmo. Eu comecei a aprender de olhar mesmo ela costurando. Ela ficava ali e eu ficava vendo. Daí aprendi.”
Hoje, além de comprar fantasias prontas, ela também cria, adapta e conserta o que for preciso. “Eu compro a maioria, mas costuro também. Eu faço, monto a fantasia às vezes do zero ou então acrescento alguma coisa. Sempre criando alguma coisa. Por exemplo, eu compro a parte de cima, faço a parte de baixo. Às vezes as coisas se perdem, né? Daí vou refazendo e criando. A gente faz de tudo aqui na loja.”
E a história já ganhou uma nova geração. As filhas de Patrícia, de 15 e 8 anos, também costuram. A mais velha usa a máquina, enquanto a caçula se aventura com agulha e linha.
“Eu amo criar. As minhas filhas também já criam coisas. Tenho uma de 15 e uma de 8, as duas já costuram. Quando elas têm algum evento, nada que está aqui elas querem. Elas mesmas fazem as fantasias. Elas gostam dos cosplays, dessas coisas assim, personagens de desenho. Elas criam. Então, é muito legal.”
Na loja, as modas também mudam. Neste Halloween, por exemplo, o corpete virou o queridinho das clientes, que passaram a reinventar até as fantasias mais tradicionais.
“As meninas fizeram uma releitura de todas as fantasias, de todas as personagens, na verdade. Por exemplo, tem as princesas, aí todas com corpete. Aí bruxa com corpete, vampira, tudo”, explica.
Para Patrícia, o TikTok tem sua parcela de influência. “Eu acho que é porque é uma onda assim. No TikTok também tem muitas referências com corpete, então todo mundo quer com corpete.”
Outubro costuma trazer mais movimento à Pierrô, principalmente devido às festas escolares e particulares. E, como sempre, tem quem deixe a fantasia para a última hora.
“Esse mês de outubro teve muitas festas, então essa semana em especial está bem mais movimentada. Tem bem mais gente. Tem muita festa particular, festas de escola, então o pessoal deixa para a última hora, né?”
O movimento já foi maior em outros tempos, mas o Halloween ainda ajuda a movimentar o caixa. “Na época de Halloween dá uma melhorada, né? Teve épocas melhores, bem melhores, mas, em comparação ao resto do ano, essa época é muito boa.”
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