Comportamento

Mesmo "sem tirar o olho do filho", criança quase se afogou, alerta pai

Desde o dia 1° de janeiro, pelo menos, três casos de afogamento aconteceram em MS

Por Izabela Cavalcanti | 10/01/2025 10:18
Mesmo "sem tirar o olho do filho", criança quase se afogou, alerta pai
Piscina cheia de banhistas, em clube de Campo Grande (Foto: Juliano Almeida)

Bagunçar e brincar na piscina é bom, mas pode resultar em um final não tão agradável assim. E, quando se trata de crianças, os pais não descansam, com olhos sempre atentos e atenção redobrada.  

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Na quarta-feira (8), o produtor rural, José Piveta, de 47 anos, passou um susto durante momento de lazer com a família. Ele, a esposa Diane, e os dois filhos moram em Campo Grande, mas estão passando as férias em Bauru, São Paulo.

Sem entender nada, Diane viu o filho José Neto, de 14 anos, sem ar enquanto estava na piscina, e gritou pelo marido para ajudar. Piveta começou a realizar manobras para que o adolescente voltasse a respirar. O filho já estava com dedos e boca roxos e sem ar por cerca de três minutos, mas conseguiu voltar.

O que aconteceu foi um chute na glote, - que ajuda a respirar, falar e fazer sons -, e fez com que José Neto parasse de respirar. 

“Estávamos nesse período festivo até que um chute pegou na glote e isso fez ele perder a respiração. Foi desesperador, minha imunidade baixou, ficamos muito assustados. A gente crê muito em Deus, Deus colocou uma nova oportunidade para ele, porque dependeu mais dele puxar o ar”, disse.

José Piveta e seu filho José Neto abraçados na piscina (Foto: Arquivo pessoal)

O menino tem paralisia cerebral leve, mede 1,60 metro e estava em uma piscina de 1,30 metro. Mas, se não fosse o olhar sempre atento dos pais, a realidade poderia ser outra.

Diante da situação, Piveta achou essencial alertar outros pais sobre como reagir. Primeiro, ele pede para que os pais não tirem os olhos das crianças; segundo, saber fazer os procedimentos de primeiros socorros; terceiro, quem estiver ao redor fazer silêncio e dar espaço; por último, agir rapidamente e ter em mente o que fazer para salvar uma vida.

Afogamento - Casos recentes divulgados pelo Campo Grande News reforçam que piscina deve ter atenção redobrada. Desde o dia 1° de janeiro, pelo menos três casos de afogamento já ocorreram em Mato Grosso do Sul. 

A Polícia Civil de Bonito está investigando o que causou o afogamento de um menino de 6 anos, no Balneário Praia da Figueira, no dia 1° de janeiro. O corpo foi encontrado boiando na piscina própria para criança, que tinha profundidade de 40 centímetros, bem inferior à altura do garoto, que media 1,20 metro.

No dia 2 de janeiro, em Caarapó, uma criança de 3 anos também morreu após se afogar em uma caixa d’água usada como bebedouro para cavalos. 

Também no mesmo dia, em Anastácio, uma criança de 5 anos foi socorrida após ser encontrada descordada na piscina da casa onde mora com os pais. Ela recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para a Santa Casa, mas morreu depois de quatro dias.

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