Comportamento

Guarda-chuva vira gambiarra para salvar celular de motoentregador

Recurso é uma das “gambiarras” usadas pela categoria para evitar que o aparelho esquente ou molhe

Por Natália Olliver | 27/02/2025 06:48
Guarda-chuva vira gambiarra para salvar celular de motoentregador
Elton Silva espera enquanto o celular não avisa que chegou uma nova corrida (Foto: Natália Olliver)

Com tanto chove e faz sol, até o celular acoplado na moto do entregador Elton Silva Fernandes ganhou um acessório especial, um pequeno guarda-chuva preso ao painel. Na Rua Canandrina, no bairro Vivendas do Bosque, ele espera até que o celular avise que há uma corrida. O barulho enfim chega, mas o cliente cancela.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Nesse meio tempo ele explica que o recurso é uma das “gambiarras” para evitar que o aparelho esquente muito e superaqueça com as altas temperaturas. De quebra, ele também aguenta alguns pingos de chuva e até ajuda em nublados, já que o equipamento faz com que Elton enxergue melhor a tela. 

A ideia surgiu vendo colegas de profissão e outros motoristas de aplicativo usando o item. O mini guarda-chuva foi comprado na internet. Em uma busca rápida é possível encontrar algumas opções nos sites mais famosos de compras online. No mercado livre, por exemplo, ele custa de R$ 50 a R$ 67. Já na Shopee, o mesmo produto sai de R$ 15,50 a R$ 27. 

“Tem algumas pessoas que já tem ele, vejo direto. Eu comprei pela internet, coloquei e foi R$ 50 no máximo. Ele ajuda mesmo, não aquece tanto”. 

Recurso é uma das alternativas para evitar que aparelho molhe ou esquente (Foto: Natália Olliver)

A profissão sob rodas começou há dois anos. Nesse meio tempo, Elton já sofreu dois acidentes de trânsito. Segundo ele, todos devido à falta de seta de outros motoristas. O motoentregador comenta que antes de ser autônomo, passou por diversos trabalhos em áreas totalmente diferentes. Ele já foi porteiro, vigilante e chegou a tentar algo na parte de construção civil.

Com 31 anos, Elton não troca a moto por outro emprego de carteira assinada. Mesmo com medo da rotina estressante e do fluxo de carros, fazer o próprio horário é liberdade.

“Quis mudar de área porque dá mais dinheiro, mas a gente corre risco. Faço o próprio horário, não trabalho para ninguém, coloco uma meta no dia e boa. Eu moro no Jardim Noroeste. Rodo a cidade toda. Levo meu guri para creche e começo, lá paras 8h”

A conversa breve é encerrada pelo toque do celular. Chegou uma corrida. O tempo que Elton tem para descansar é o intervalo entre uma chamada e outra. Mas a pausa nunca dura muito. Não há tempo para demoras.

Mesmo com medo da rotina estressante, fazer o próprio horário é liberdade para Elton (Foto: Natália Olliver)

 Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.

Veja Mais