Comportamento

De bares a igrejas: Campo Grande tem 54 lugares seguros para público LGBT+

Mapa colaborativo reúne locais de acolhimento e convivência para a comunidade na Capital

Por Natália Olliver | 20/09/2025 13:25
De bares a igrejas: Campo Grande tem 54 lugares seguros para público LGBT+
Mapeamento voluntário e coletivo mostra que Capital tem 54 lugares seguros para público LGBT+ (Foto: Ibrat)

Mapa LGBTQIA+ revelou que Campo Grande tem 54 lugares onde pessoas homossexuais se sentem seguras e podem ser elas mesmas. A listagem é colaborativa e inclui instituições públicas, bares, pessoas como psicólogos específicos e até igrejas e terreiros. O levantamento é feito pelo Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidade no Mato Grosso do Sul), em parceria com a Ongs Vote LGBT+ e o movimento Bonde LGBT+. 

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São lugares onde dá para paquerar, trocar ideias, cuidar da saúde, manifestar a fé ou se reunir com grupos sem medo. O objetivo  do levantamento é abrir portas e dar visibilidade à causa no Estado. Na lista, além dos poucos bares, também aparecem  uma cafeteria e praças da cidade, como o Rádio Clube, Praça do Preto Velho e a Praça das Araras. O Parque das Nações Indígenas também está na relação de nomes.

Quando o assunto é diversão, alguns dos nomes citados foram a Tabacaria Depier Beer, Madona Bar, Copo Bar e Restaurante, 67 Bar, Mistura Bar, Bar da Tia, Capivaras Cervejaria, Ponto Bar e Vexame. Até o carrinho do cachorro-quente virou ponto seguro para quem não tem quase nada. O Sapa Dog costuma servir os lanches em frente ao Bar Zé Carioca, mas o trailer é itinerante.

Há também cafés, como o Bourbon Café, e boates voltadas ao público LGBT+, como Non Stop e Pioneer House of Hands Up MS no levantamento. 

O mapa não esquece da fé e do cuidado com a saúde: a Igreja Inclusiva Sua Morada, a Tenda de Umbanda Divino Espírito Santo, o Terreiro Aldeia Cobra Coral e a Tenda de Umbanda Arco-Íris acolhem quem busca espiritualidade, enquanto o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e o Ambulatório de Saúde Mental do CEM oferecem acompanhamento e acolhimento especializado para pessoas trans e LGBT+.

Espaços culturais, como a Feira Ziriguidum, Grupo Casa, Coletivo Prana e Ateliê Ajubero, completam a lista. O Coletiva de Trans pra Frente mostra que ser livre em Campo Grande também passa por arte, conversa e comunidade. Para se ter ideia, até cartório aparece na listagem, no caso o 2º Oficio. 

Além disso, psicólogas como Karoline Moreira de Oliveira, conhecida como Karô Castanha, CRP 14/ 06647-2, Aline Cantini Ibarra CRP 14/ 07330-9 e Jolie Caetano, e a cabeleireira Laisa Farias, ficam na parte de cuidados com a saúde mental e estéticos. 

Quem quer se divertir e jogar pode contar também com o grupo Bozo das Travas como um espaço seguro. Casas para travestis como Sherman, House De Lá, Skill e Bombshell também estão inclusas. 

Vale lembrar que o apa é colaborativo, portanto pessoas podem indicar lugares seguros para o público LGBTQIA+. 

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