Comportamento

Casamento comunitário reúne 43 histórias de amor em santuário da Capital

Participaram de encontros de formação antes da cerimônia realizada na manhã deste sábado (1º)

Por Gustavo Bonotto e Clayton Neves | 01/08/2026 13:25
Casamento comunitário reúne 43 histórias de amor em santuário da Capital
Casais comemoram união coletiva no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande. (Foto: Clayton Neves)

De chapéu, Reginaldo Zatt, de 49 anos, tinha um pedido quando decidiu levar ao altar a história de quase dez anos com Cintia Zatt, de 48. “Eu quero que você case de bota”, avisou. Ela topou e, neste sábado (1º), os dois estavam entre os 43 casais que receberam o sacramento do matrimônio, às 10h, no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande.

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O casal não vive do campo, mas sempre gostou do estilo ligado ao universo agro. Por isso, as botas de Cintia e o chapéu de Reginaldo não eram apenas escolhas para as fotos. Os detalhes ajudaram a deixar a cerimônia com a cara dos dois.

“A gente se encontrou pelo destino e foi gostando cada vez mais”, contou Reginaldo. O relacionamento começou há cerca de dez anos e seguiu sem o casamento religioso. A etapa que faltava chegou neste sábado.

Cintia ainda tentava organizar os sentimentos quando saiu da cerimônia. “Faltava isso. Era para completar, para coroar”, resumiu. Para Reginaldo, o momento também não cabia em uma palavra.

A poucos metros dali, Mabel Rodrigues Ribeiro, de 48 anos, carregava nos braços outra parte importante de sua história. Ela entrou com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima para se casar com Nilsson Antônio Ribeiro, de 72, com quem divide a vida há dois anos.

“Foi Nossa Senhora que encaminhou”, disse Mabel. A noiva contou que o casal passou dois anos em preparação para o casamento e quis levar a devoção até o altar.

Nilsson explicou que os dois buscavam “uma bênção maior da força divina”. Para ele, a cerimônia também trouxe uma nova responsabilidade com a família. “Agora é um novo lar, devidamente casados”, definiu o casal.

Mabel segura imagem de Nossa Senhora de Fátima para se casar com Nilsson. (Foto: Clayton Neves)

Mabel escolheu Nossa Senhora de Fátima, mas explicou que a devoção não se limita a um título. “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe. Nossa Senhora é uma só”, afirmou.

Cada casal levou ao santuário um pedaço da própria vida. Alguns chegaram com poucos anos de convivência. Outros esperaram quase uma década para completar a história diante da Igreja.

Antes da cerimônia, os 43 casais participaram de encontros de formação com palestras sobre o sacramento e a vida matrimonial. O casamento comunitário atende pessoas que já vivem juntas, mas ainda não tinham oficializado a união religiosa.

O Santuário Estadual de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro realiza a celebração desde 2005. Mais de mil casais já passaram pelo altar durante as edições do casamento comunitário. A tradição só foi interrompida nos anos da pandemia.

Interior da Paróquia lotado em dia de união coletiva. (Foto: Clayton Neves)
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