Carros antigos na Afonso Pena têm dono e uma história de infância
Veículos de quase 100 anos integram a coleção de Luiz

Quem passa pela Avenida Afonso Pena, em frente ao Hotel Indaiá Park, já deve ter reparado em um carro antigo estacionado por ali. O que pouca gente sabe é que o veículo faz parte da coleção de Luiz Antônio Martins, de 73 anos, dono do hotel, que cultiva essa paixão desde criança. Tudo começou em Maringá (PR), quando ele ajudava o pai a cuidar de um Gordini 1964, da Renault, que lavava religiosamente todas as semanas. Quase 50 anos depois, Luiz transformou aquela lembrança da infância em uma coleção de carros antigos, hoje espalhados pelos estacionamentos de seus hotéis em Mato Grosso do Sul.
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O empresário Luiz Antônio Martins, de 73 anos, mantém uma coleção de carros antigos nos hotéis que possui em Campo Grande e Corumbá. Na fachada do Indaiá Park, na Afonso Pena, está um Ford 1928 que virou parte da identidade do local. Há ainda um Ford 1929 e um Lloyd 1958. No Hotel Nacional, em Corumbá, o museu reúne 17 veículos e 180 miniaturas. A paixão vem da infância em Maringá, e a família aluga os carros para eventos.
Na coleção estão inclusos os carros Ford 1929, um Ford 1928 de quatro portas e um Lloyd 1958 amarelo decorado com uma placa de táxi, fabricado na Alemanha, que estão expostos na frente e no estacionamento do Hotel Indaiá Park.
Sua filha, Alexandra Corrêa Martins, gerente geral do hotel da Capital, conta a história do pai e afirma que o local ficou conhecido pelo Ford 1928 preto estacionado na fachada do local. “Ele passou a ser parte da identidade visual do hotel e se tornou também um sonho realizado do meu pai”.
Além desses, Luiz também possui uma coleção no Hotel Nacional, em Corumbá, que também é sua propriedade. Lá, eles formam um museu de antiguidades, com a presença de um Gordini, um Jeep 1964, duas Vespas italianas e uma Brasília Amarela , entre outros 17 veículos no total. O empresário tem também uma coleção de carros em miniatura, chegando a 180 peças.
Porém, o mais importante para ele é um Omega 1990, pois foi o último carro de seu pai, que o inspirou a entrar no ramo.
Luiz conseguiu as miniaturas através de um presente da esposa de um falecido amigo que era viajante e admirava sua coleção. Rollemberg viajava o mundo e trazia para casa exemplares de diversos países.
O empresário se sente realizado por conseguir misturar suas duas grandes paixões que são carros antigos e hotelaria, além da admiração dos hóspedes e quem passa em frente aos hotéis. “Isso não é só ligado num sonho que meu pai sempre teve em vida, mas também cria identidade para os próprios hotéis”, afirma Alexandra.
Luiz também é feliz por realizar o sonho de obter uma coleção que suas condições financeiras não permitiam quando era mais jovem. “Hoje, sua coleção materializa uma trajetória marcada por memória, dedicação e pela satisfação de transformar antigos desejos em um legado compartilhado com seus hóspedes e visitantes”, explica a filha.
A família também aluga os carros para eventos como casamentos, inclusive o Ford exposto na fachada do hotel.
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