Comportamento

Brasília de 1977 pode ajudar Zedu no tratamento de um câncer

Assessor parlamentar luta contra osteossarcoma e conta com apoio de amigos para seguir no tratamento

Por Geniffer Valeriano | 04/08/2025 10:41
Brasília de 1977 pode ajudar Zedu no tratamento de um câncer
Ganhada em abril, Brasília é rifada para custear tratamento de câncer (Foto: Arquivo Pessoal)

Presente de padrinho de casamento, uma Brasília 1977 virou a chance de ajudar José Eduardo Lugli, de 33 anos, conhecido como ZeDu, a custear o tratamento de um câncer. Há dois meses, o assessor parlamentar iniciou as sessões de quimioterapia e viu sua rotina mudar completamente.

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O diagnóstico começou a ser construído no fim de novembro de 2024, quando um exame de imagem identificou um tumor no fêmur. A primeira biópsia, feita em janeiro, indicou que o tumor era benigno. “Mas como eu continuei sentindo dor, o médico decidiu tirar o tumor. Quando mandou para uma segunda biópsia, feita em São Paulo, veio o diagnóstico: era maligno”, relembra.

O câncer descoberto foi um osteossarcoma, comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. “Estou um pouquinho fora da curva. Para nós foi um choque muito grande, porque era um tumor benigno. Estávamos levando a vida normalmente, e de repente veio esse banho de água fria”.

Com casamento marcado para 24 de agosto, ZeDu viu a vida virar “uma montanha-russa” depois da confirmação, em abril. Procurou tratamento em Campo Grande, mas foi orientado a seguir com especialistas em São Paulo.

ZeDu ao lado do presente recebido do seu padrinho de casamento (Foto: Arquivo Pessoal)

“No dia 6 de maio comecei a primeira sessão de químio. Semana passada, fiz a quinta. Os dias têm sido de luta, uma luta diária. Muita ânsia, enjoo, fraqueza... A gente fica debilitado. Eu sou muito ativo, ligado no 220, e mudou totalmente nosso ritmo de vida”, conta.

Foi durante a quarta sessão de quimioterapia, em uma visita com o padrinho de casamento, que a Brasília de 77 entrou na história. Colecionador de carros antigos, o padrinho apareceu com o presente de forma inesperada durante um passeio.

“Ele negociou a Brasília e, no momento da transferência, me chamou e falou: ‘Me dá seu documento’. Eu sem entender, perguntei por quê. Ele insistiu. Fiquei sem reação”, lembra ZeDu.

Assim que terminou a transferência, o padrinho explicou: comprou o carro para que o assessor pudesse rifar e usar o valor arrecadado no tratamento. “A gente nem pensava em fazer rifa, nada disso. [...] Tem um valor sentimental imensurável, porque realmente está nos ajudando e nos dando esperança”.

Item de colecionador, Brasília tem estofados de couro (Foto: Arquivo Pessoal)

As sessões de quimioterapia são realizadas a cada 21 dias. O dinheiro da rifa cobre despesas como hospedagem, passagens e custos que o plano de saúde não cobre. “Agora vou passar por uma cirurgia para retirada do tumor, no dia 27 de agosto. Só os honorários médicos ficaram em R$ 80 mil”.

A rifa foi aberta há poucos dias e já tem cerca de mil participantes. O valor arrecadado vai ajudar na próxima cirurgia. O apoio, conta ZeDu, tem vindo de todos os lados: família, esposa, amigos e até pessoas com quem não falava há tempos. “O apoio das pessoas tem sido muito gratificante, muito surpreendente. É uma mistura de gratidão e emoção”, declara.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato com Yasmin, esposa de ZeDu, pelo telefone (67) 99297-4778. Ela repassa os números disponíveis da rifa.

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