Escala francesa coloca prefeitos de MS diante de protestos

Escala francesa - A caminho de Singapura, o prefeito de Itaquiraí e presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli (PL), aproveitou a escala em Paris, no sábado (31), para conhecer a cidade e defender o direito à manifestação. Apesar da forte presença de sindicatos e grupos de esquerda nos protestos franceses, o liberal encontrou um ponto de concordância: “Não existe democracia forte sem o povo falando”. E completou: “A verdadeira grandeza de um governante não está em ser ouvido, mas em saber ouvir”. A imagem, que é captura de tela dos stories do prefeito, foi feita em frente ao Palácio de Luxemburgo e seus famosos jardins.
Saída estratégica – Também de passagem por Paris, o prefeito de Antônio João, Marcelo Pé (PSDB), mostrou preocupação com os protestos previstos para sábado. Nas redes sociais, contou que lojas estavam fechadas e protegidas com tapumes. “Daqui a pouco começa o protesto, o pau vai comer”, brincou. Para não correr o risco de ser confundido com manifestante, anunciou a retirada: “Tenho que vazar daqui, porque, senão, vão achar que sou do protesto também”.
Próxima parada – Entre reflexões sobre democracia e receio de protestos, a passagem pela França já rendeu assunto para os prefeitos sul-mato-grossenses. Mas Paris é apenas uma conexão. Thalles e Marcelo Pé seguiram para Singapura em missão oficial do Sebrae-MS, pelo programa Cidade Empreendedora, acompanhados de uma comitiva de gestores municipais do Estado.
Bancada digital – Enquanto prefeitos circulam pelo exterior, a deputada federal Camila Jara (PT-MS) ganha espaço na articulação de uma bancada de esquerda para disputar as redes sociais no quarto mandato de Lula. Segundo O Globo, a parlamentar é apontada como uma das principais responsáveis pela coordenação nacional da juventude na campanha de reeleição do presidente. O grupo reúne pelo menos 13 deputados e pretende alinhar discursos, hashtags e publicações para enfrentar a influência digital da direita no Congresso.
Por onde anda Mandetta? – Outro sul-mato-grossense que participou da disputa presidencial foi o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O campo-grandense, que deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020 após divergências sobre a pandemia, coordenou as propostas de saúde da campanha de Ronaldo Caiado (PSD). Entre as prioridades estavam a redução das filas do SUS, a digitalização de prontuários e o uso de inteligência artificial.
Igual melancia quente – O resultado das urnas também provocou reações nas redes sociais. A ex-vereadora de Campo Grande e ex-diretora da Fundac, Juliana Zorzo, disse estar igual a uma “melancia quente” depois das eleições: “Doida para fazer mal para alguém!”. Zorzo comandou a cultura da Capital entre 2014 e 2015, na gestão Gilmar Olarte, e deixou o cargo após críticas de representantes da classe artística.
Nova função - Fora dos holofotes eleitorais, Ademir Santana Delmondes voltou à estrutura do governo estadual. Exonerado em julho, Ademir foi nomeado assessor especial III na Secretaria de Estado da Casa Civil. A resolução, assinada pelo secretário Rodrigo Perez Ramos, foi publicada no Diário Oficial e tem efeito a partir de 29 de outubro.
Sem escapar - O Consórcio Guaicurus tentou, mas não conseguiu alterar a decisão que o obriga a manter funcionando o aplicativo de auxílio ao embarque de pessoas com deficiência. A 4ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou os embargos por unanimidade. Para o tribunal, a intervenção municipal não encerra o contrato de concessão nem livra a empresa de suas obrigações. A multa por passageiro prejudicado continua prevista, mas eventual descumprimento deverá ser analisado caso a caso, considerando também a atuação do interventor.
Família acolhedora - O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deu 120 dias para que a Prefeitura de Rio Brilhante adote providências para criar o Programa Família Acolhedora. A iniciativa permite que crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias sejam recebidos em casas de pessoas selecionadas e capacitadas, em vez de permanecerem em abrigos. A modalidade está prevista na legislação federal.
Longe da meta – Dados citados pelo MPMS mostram que apenas 6,9% das crianças e adolescentes acolhidos no Brasil estão com famílias acolhedoras. Em Mato Grosso do Sul, o índice chega a 10,4%, ainda distante da meta nacional de 25% até 2027. A recomendação prevê auxílio financeiro, capacitação e acompanhamento técnico. Cada família poderá receber uma criança ou adolescente por vez, exceto quando se tratar de irmãos.