Jogo Aberto

Empresário preso mantinha relação "especial" com policiais

Por Anahi Zurutruza, Kamila Alcântara, Maristela Brunetto, Marta Ferreira e Mylena Fraiha | 06/11/2026 05:00
Empresário preso mantinha relação "especial" com policiais
Adel e Hoffman se despedem com abraço e delegado segue até a sede da Garras, segundo a investigação (Foto: PF/Reprodução)

Network – Preso sob suspeita de integrar a cúpula de uma organização criminosa classificada como ultraviolenta pela Polícia Federal, o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, costumava investir em boas relações com policiais. A estratégia incluía até atuar como informante, principalmente quando os alvos das investigações eram seus adversários.

Nome de filme – Nos corredores e grupos de WhatsApp de policiais, a indignação com colegas suspeitos de passar para o lado do crime tem dominado as conversas. Ao Jogo Aberto, um policial resumiu a situação com uma expressão do mundo corporativo: “Trata-se de um case de insucesso”.

E os outros? – A busca e apreensão envolvendo o delegado Guilherme Scucuglia, na segunda fase da Operação Infiltrados, provocou consternação entre colegas ouvidos pelo Campo Grande News. Pelo menos meia dúzia deles também questionou a situação de outros delegados que estariam sob suspeita há bastante tempo. Entre os relatos, há até referência a um pedido de prisão que teria sido rejeitado.

Portas fechadas - A primeira audiência do processo que acusa o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, de matar a mulher Fabíola Marcotti durou mais de cinco horas nesta quinta-feira (5). As testemunhas de acusação prestaram depoimento a portas fechadas, sem acesso da imprensa, a pedido da defesa do cardiologista. Ao término da audiência, os advogados do médico não quiseram comentar os depoimentos e justificaram a decisão pelo sigilo do processo.

Sem quórum – A sessão ordinária da Câmara de Campo Grande terminou mais cedo na quinta-feira (5), sem votação dos projetos em pauta. Ao fim dos trabalhos, apenas 11 dos 29 vereadores estavam presentes, número insuficiente para deliberar. A sessão ficou restrita às falas dos líderes, requerimentos e moções. O presidente da Casa, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), permaneceu no gabinete para atender demandas.

Só CPI? – Entre os vereadores presentes, o ex-presidente da Câmara Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), cobrou mais diálogo entre o Legislativo e a prefeitura. “Nós não queremos que Campo Grande fique só em torno de CPIs”, afirmou. Defendeu que a Câmara também apresente soluções e pediu ao Executivo um cronograma de patrolamento para os bairros sem asfalto.

Natal no Tribunal – O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) já escolheu a empresa responsável pela decoração natalina do prédio do Gabinete dos Desembargadores e da Secretaria, no Parque dos Poderes. A vencedora foi a Attivar Eventos Ltda., contratada para confeccionar, alugar, montar, manter e desmontar os enfeites. O resultado foi homologado na quarta-feira (4). O aviso não informa quanto será gasto com a decoração.

Na lista de contatos – O TJMS também vai destinar R$ 72,5 mil à contratação da plataforma WhatsApp Business para comunicação institucional. O pacote inclui configuração, assinatura, envio e recebimento de mensagens, suporte técnico e integração com sistemas. A contratação será feita diretamente com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), sem licitação.

Precisou desenhar – Câmera ligada, rosto aparecendo e atenção à reunião. O básico virou resolução no CREF11/MS (Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região). O texto determina até que os participantes evitem atividades paralelas e deixa claro que entrar na chamada não basta para garantir o pagamento pela participação. O cuidado chegou ao guarda-roupa, com exigência de camisa institucional nos julgamentos. A resolução não relata episódios que motivaram as regras, mas registra que só pode votar quem acompanhou o processo.

Conta ambiental – A Balin Inc e Construtora terá de desembolsar R$ 177,2 mil em compensação ambiental por um empreendimento em Campo Grande. A cobrança decorre da localização do projeto na zona de amortecimento de uma unidade de conservação, área do entorno sujeita a cuidados específicos para reduzir impactos ambientais. O valor corresponde a 0,5% da referência de R$ 35,4 milhões.

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