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Deputado é tietado na Câmara e influencia voto contra Lula

Por Fernanda Palheta, Judson Marinho, Maristela Brunetto e Mylena Fraiha | 30/10/2026 05:00
Deputado é tietado na Câmara e influencia voto contra Lula
Vereador professor Riverton de Souza (PP) cumprimenta o deputado federal Marcos Pollon (PL), que conversava com o vereador André Salineiro (PL) (Foto: Mylena Fraiha).

Visita ilustre - Marcos Pollon (PL) apareceu na última sessão ordinária da Câmara Municipal e vereadores do PL o receberam com entusiasmo. Também ganhou cumprimentos pela reeleição de parlamentares de outros partidos, entre eles Riverton de Souza (PP) e Luiza Ribeiro (PT). Questionado sobre o motivo da visita, respondeu que foi “apenas para ver os colegas”.

Parabéns negado - Os vereadores de Campo Grande não aprovaram a moção de congratulação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela sua reeleição no último domingo (25). O texto apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) ressalta a trajetória do petista e virada histórica no segundo turno. Dos 17 parlamentares presentes, 10 votaram contra: André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Flávio Cabo Almi (PSDB), Wilton Celeste Candelorio, o Leinha (Avante), Maicon Nogueira (PP), Neto Santos (Republicanos), Riverton Francisco de Souza (PP), Silvio Pitu (PSDB), Francisco Gonçalves de Carvalho (União) e Wilson Lands (Avante).

A pedido – A justificativa de Silvio Pitu (PSDB) para votar contra a homenagem a Lula chamou atenção. Com o deputado federal reeleito Marcos Pollon (PL) acompanhando a sessão, o vereador anunciou: “A pedido do deputado Pollon, que está presente na Câmara Municipal, vou votar não”. A declaração deixou explícita a influência do parlamentar na votação.

Herança política – Outro voto contrário à homenagem partiu de Flávio Cabo Almi (PSDB), filho do ex-deputado estadual Cabo Almi, que morreu em 2021, vítima da covid-19. O pai construiu toda a trajetória política no PT, partido do presidente reeleito. Na votação desta semana, porém, o filho preferiu ficar do lado oposto.

Reorganizar a casa – O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), pretende retomar a presidência municipal do partido após afastamento durante as eleições que, segundo ele, ocorreu por motivos de saúde. O próximo passo será conversar com a presidente estadual da sigla, senadora Soraya Thronicke (PSB), sobre a reorganização da legenda para 2028. Carlão reclama da falta de estrutura partidária em Campo Grande: “O partido não tem nada”.

Destino federal – Carlão defende que Soraya Thronicke ocupe um cargo no governo federal após não conseguir a reeleição ao Senado. Citou a Sudeco como possibilidade, mas reconheceu que a indicação dependeria de articulação com as bancadas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Para o vereador, o principal obstáculo é a composição política desses grupos. “A bancada está muito à direita”, observou.

Folga estendida – O feriadão de quatro dias, que reúne o Dia do Servidor Público e Finados, ganhou um dia extra para os deputados estaduais. A sessão ordinária de quinta-feira (29) foi cancelada sob a justificativa de que a Assembleia realizou, na noite anterior, uma solenidade em comemoração ao aniversário de Mato Grosso do Sul.

Nem com intervenção – O Consórcio Guaicurus tentou modificar uma decisão judicial que exige o funcionamento adequado de aplicativo de auxílio ao embarque de passageiros com deficiência, mas não conseguiu. O Tribunal de Justiça rejeitou os embargos e manteve a obrigação. Também esclareceu que a intervenção municipal no transporte coletivo não extingue o contrato de concessão nem afasta automaticamente os deveres da empresa. Eventual multa dependerá da análise das circunstâncias do descumprimento.

Prioridade absoluta – O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Vieira de Mello Filho, determinou prioridade aos processos de assédio eleitoral e prorrogou até 18 de dezembro a convocação de magistrados para atuar em regime de plantão. Mato Grosso do Sul tem a quinta maior taxa de denúncias do país, com 3,20 casos por 100 mil eleitores. O ministro mandou um recado aos empregadores: “Quem tem que ter medo são os empregadores que violarem a lei”.

Acima das diferenças – Diante das denúncias de assédio eleitoral, ameaças e demissões por posicionamentos políticos, o governador Eduardo Riedel (PP) defendeu a pacificação do país. Durante cerimônia na Assembleia, na quarta-feira (28), afirmou que divergências ideológicas não devem determinar o tratamento dado às pessoas. “A gente não pode pautar as nossas ações no dia a dia por opções ideológicas e políticas das pessoas”, declarou.

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