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Com só 15 anos e disputando no sub-23, Paulo é promissor no salto em altura

Disputando em categorias acima de sua idade, Paulo é uma das principais promessas do atletismo de MS

Por Gabriel de Matos | 31/10/2024 17:09
Com só 15 anos e disputando no sub-23, Paulo é promissor no salto em altura
Paulo Henrique Marques Teles, de 15 anos, treinando salto em altura (Foto: Paulo Francis)

Muito jovem e disputando competições entre os mais velhos, Paulo Henrique Marques Teles, de 15 anos, é uma das grandes promessas sul-mato-grossenses para o salto em altura. Em 2024, ele disputou competições nacionais e internacionais nas categorias sub-23. Ele é nascido em Campo Grande, mora na região das Moreninhas e treina três vezes na semana na pista do Parque Ayrton Senna, no Aero Rancho.

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Sua história no atletismo começou quando tinha apenas seis anos, de lá para cá, são nove anos de treinamento intenso e bons resultados. Paulo é fruto de um projeto do qual o técnico Eder Vaz, de 39 anos, faz parte e dá aulas no Parque Jacques da Luz. A caminhada de Paulo foi junto ao irmão, Marco Antônio, de 17 anos. Os dois ainda seguem juntos treinando.

O menino se destaca pelo físico, ele tem cerca de 1,85 metro de altura e se mostra muito focado nos treinamentos. Ele detalha o começo da carreira no atletismo. "Comecei no projeto do professor que tinha lá na Moreninha. Aí primeiro quem começou a fazer foi meu irmão. Aí depois eu".

Paulo Henrique (à esquerda), Eder Vaz e Marco Antônio na pista de atletismo (Foto: Paulo Francis)

A ida para o salto em altura (modalidade do atletismo sem a vara e sobre o sarrafo) iniciou em um festival de atletismo, conforme relata o professor Eder. "A gente ganhou um colchão box de casal e fizemos na brincadeira. Teve um festival e o Paulinho participou. Eram só três, quatro atletas. Ele acabou querendo brincar, foi bem, já tinha uma técnica razoável".

Inicialmente, Paulinho (como é chamado pelo professor) superou a barreira do espaço de pista. Para saltar, o procedimento de corrida se assemelha a um J. Mas ele fazia em U. Depois com as primeiras participações em competições, ele mudou e melhorou a técnica. "Eu demorei para conseguir achar o ângulo da tangente do salto. Tive que estudar muito para isso", cita o professor. 

As primeiras competições vieram em 2019 e tiveram uma pausa decido à pandemia de covid-19 em 2020. De 2021 para cá, Paulo Henrique focou e passou a saltar ainda mais alto. Ele acumulou diversas medalhas e ótimas participações em estaduais, nacionais e internacionais. 

Mais recentemente, ele participou do Campeonato Sul-Americano de Atletismo Sub-23 na Colômbia. Por lá, ficou em sétimo em uma categoria oito anos acima de sua idade. Também neste ano, ele foi medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Interclubes de Atletismo Sub-23 em Bragança Paulista (SP). 

Paulo Henrique e Eder Vaz em entrevista no Parque Ayrton Senna (Foto: Paulo Francis)

Competir entre pessoas mais velhas pode gerar uma pressão ou provocações dos rivais. No entanto, Paulo explicou que para ele é tranquila a situação. "Na verdade, a disputa deles é comigo, porque se se eles perderem para mim vai ficar feio para eles". O professor Eder disse que há um respeito muito grande entre os atletas. "Alguns ficam bravos por perder para um menino de 15 anos, é uma pressão maior para eles". 

Uma das grandes virtudes de Paulo é a regularidade nos saltos. Eder sabe das limitações físicas e tenta administrar o fôlego para a disputa das competições. "Tem até adversário tentando copiar nossa estratégia de fazer poucos saltos e administrar o físico para as finais. Como ele é muito regular, com poucos saltos já consegue se garantir". 

Ainda no 2º ano do ensino médio, Paulo pretende pleitear a Bolsa Atleta federal e já conta com o Bolsa Atleta da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul). Ele conduz o esporte como algo prazeroso e indica que aproveita muito as experiências de conhecer novas cidades. 

Para este ano, restam poucas competições. O professor Eder espera conseguir um novo clube para o atleta e assim ter uma estrutura melhor com nutricionista, médico e fisioterapia. Enquanto isso, Paulo segue saltando mais alto. Hoje o seu recorde está em 2,01 m.

Paulo Henrique se preparando para salto no Parque Ayrton Senna (Foto: Paulo Francis)

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