Esportes

Campeonato infantil será sem torcedores após árbitro sacar arma em ginásio

Colégio Batista vencia o Mussi Sports por 1 a 0 quando a partida foi interrompida pela discussão

Por Izabela Cavalcanti | 27/09/2026 09:23

Após briga com arma de fogo durante uma partida de futsal da categoria Sub-12, em Campo Grande, a organização da II Copa ABC de Futsal decidiu proibir a presença de torcedores nos próximos jogos da competição e restringir o acesso ao ginásio.

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O caso ocorreu na manhã de sábado (26), no ginásio do Colégio ABC, no confronto entre Mussi Sports e Colégio Batista. A partida estava em 1 a 0 para o Colégio Batista quando foi interrompida pela discussão.

As informações apuradas no local pela equipe de reportagem apontam que um torcedor teria sacado uma arma e apontado em direção ao árbitro Genésio Espírito Santo Bonfim. O árbitro correu para o lado oposto e instantes depois, ele aparece em um vídeo segurando a arma.

Diante do episódio, a AG Eventos Esportivos informou que, até o encerramento da competição, todos os jogos serão realizados com os portões fechados. Pais, familiares e torcedores não poderão acessar as arquibancadas.

A entrada será permitida apenas a atletas, membros das comissões técnicas, equipe de arbitragem e profissionais autorizados pela organização.

Segundo a organização, o árbitro é policial militar e integra o quadro da Feems (Federação Escolar de Esporte de Mato Grosso do Sul). Ele será afastado das atividades de arbitragem na II Copa ABC de Futsal. A organização também solicitou à federação a apuração dos fatos.

“A organização lamenta profundamente o ocorrido e reforça que nenhuma discordância sobre decisões da arbitragem justifica ofensas, intimidações, invasão da quadra ou qualquer comportamento que coloque em risco a integridade física e emocional dos presentes. Da mesma forma, entende que a presença de uma arma de fogo em uma situação de conflito durante uma competição esportiva infantojuvenil representa um episódio extremamente preocupante, que exige medidas preventivas”, disse em nota.

Súmula relata invasão de quadra e ofensas antes de árbitro pegar arma - Segundo a súmula assinada pelo árbitro principal, a partida foi interrompida aos 9 minutos e 12 segundos do segundo tempo após xingamentos vindos da torcida do Mussi Sports. O organizador foi chamado para retirar os envolvidos da arquibancada, mas, conforme o relato, eles se recusaram a deixar o local e passaram a discutir com o coordenador.

Ainda de acordo com a súmula, um pai de atleta teria ofendido o árbitro auxiliar com termos racistas e acusações de roubo. Na sequência, o pai do atleta e outros dois pais teriam invadido a quadra com a intenção de agredir o árbitro auxiliar.

O árbitro principal relata que o auxiliar, que é policial militar, informou ter visto um dos envolvidos colocando repetidamente a mão na cintura, dando a entender que estaria armado. Diante disso, ele teria corrido até uma mochila, pegado sua própria arma e permanecido com ela em mãos, em posição de prontidão.

A súmula afirma que a arma não foi apontada para ninguém e que não houve disparos. A Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência, e o técnico do Mussi Sports foi ouvido como testemunha. Segundo o documento, os árbitros priorizaram o registro do boletim de ocorrência e o atendimento à equipe policial antes de elaborar o relatório da partida.

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