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Você se sente seguro com as políticas de proteção de dados na era digital?

Levantamento mostra que, em 2024, foram registrados cerca de 4 mil casos de vazamento de dados no país

Por Mylena Fraiha | 02/03/2025 09:48
Você se sente seguro com as políticas de proteção de dados na era digital?
Imagem ilustrativa de um homem utilizando computador (Foto: Divulgação).

Dez anos após a criação do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e seis anos depois da sanção da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018), a segurança digital ainda é um tema que gera preocupação. Vazamentos de informações pessoais e bancárias têm sido recorrentes, levantando dúvidas sobre a eficácia das normas em vigor. Diante desse cenário, o Campo Grande News quer saber: você se sente seguro com as atuais políticas de proteção de dados e privacidade na era digital?

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Quando foi sancionado, em 23 de abril de 2014, o Marco Civil da Internet foi reconhecido como uma legislação inovadora e uma referência internacional. A lei trouxe a proteção à privacidade e dados pessoais, além de garantir a neutralidade da rede. Com o avanço das ameaças digitais, o Brasil aprovou, em 2018, a LGPD, que determina regras sobre coleta, armazenamento e tratamento de informações pessoais.

Entretanto, a LGPD não prevê sanções específicas para vazamentos de dados, mas estabelece penalidades para infrações gerais à lei. Empresas e instituições financeiras, por exemplo, devem adotar medidas para garantir a segurança das informações. Um vazamento pode ser considerado uma infração, mas as punições variam e nem sempre são aplicadas com rigor.

A Pesquisa de Incidentes 2024 do CIRT (Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos) revelou que os vazamentos de dados já são o principal incidente cibernético no Brasil. Em 2023, foram registrados cerca de 906 casos, enquanto em 2024 o número saltou para 4 mil.

Além disso, segundo a Agência Brasil, em abril de 2024, o BC (Banco Central) divulgou um vazamento de dados envolvendo 3.020 chaves Pix de clientes do Banco do Estado do Pará S.A. (Banpará). Foi o oitavo incidente desse tipo desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos, em 2020. 

As informações expostas incluíram nome do usuário, CPF (Cadastro de Pessoa Física) com máscara, instituição de relacionamento, agência e número da conta. O BC ressaltou que os dados vazados não comprometem a movimentação financeira nem expõem saldos ou senhas.

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