Você já foi ofendido ou constrangido por causa de sua preferência política?
Enquete do Campo Grande News aborda conflitos entre eleitores depois de casos de ameaças e ataques em MS

Você já foi ofendido ou constrangido por causa de sua preferência política? Essa é a pergunta da enquete do Campo Grande News desta quarta-feira (28), diante dos episódios de hostilidade registrados em Mato Grosso do Sul desde o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi seguida por manifestações contra eleitores do partido, denúncias de assédio eleitoral e ameaças divulgadas em redes sociais.
RESUMO
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O Campo Grande News lançou enquete sobre constrangimentos por preferência política, após episódios de hostilidade em Mato Grosso do Sul desde a vitória de Lula no segundo turno, no domingo (25). A empresária Helenita Brum, do Grupo Valebrum, é alvo de apuração do MPT por vídeo contra eleitores do PT. Em Tacuru, áudio sugeriu envenenar água indígena, e o caso seguirá à PF. Em Campo Grande, Ari Portugal negou demissão por apoio a Lula e disse que falava em tom de brincadeira.
Os leitores podem escolher entre quatro respostas: "Sim, nas redes sociais", "Sim, pessoalmente", "Sim, no ambiente de trabalho" e "Não, nunca passei por isso".
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Um dos episódios mais recentes envolve a empresária Helenita Brum, dirigente do Grupo Valebrum, responsável por franquias de O Boticário em Mato Grosso do Sul. Em vídeo que circulou nas redes sociais, ela declarou que desejava que eleitores do PT passassem fome e afirmou que não pretendia ajudar pessoas que apoiam o partido do presidente reeleito.
As declarações provocaram preocupação entre funcionários, que relataram medo de represálias por suas preferências políticas. O caso foi denunciado ao MPT (Ministério Público do Trabalho), que confirmou a apuração. O Grupo Boticário repudiou as manifestações e afirmou que elas não representam os valores da companhia. Até a publicação da reportagem, não havia comprovação de demissões motivadas por posicionamento político.
Em Tacuru, um áudio divulgado na segunda-feira (26) registrou um homem sugerindo colocar veneno na água de comunidades indígenas, em reação ao resultado eleitoral no município, onde Lula recebeu 62,19% dos votos válidos. A gravação foi divulgada pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, informou que determinou o levantamento de informações para encaminhar o caso à PF (Polícia Federal). Na ocasião, os envolvidos ainda não haviam sido identificados oficialmente.
Outro episódio ocorreu em Campo Grande, onde Ari Portugal, de 61 anos, proprietário do Clube Atlético Colorado, afirmou em um áudio de WhatsApp que havia demitido uma funcionária por ela apoiar Lula nas redes sociais.
Procurado pelo Campo Grande News, Portugal negou que a demissão tivesse ocorrido e afirmou que a declaração era uma brincadeira feita em um grupo de dirigentes de clubes de futebol. Segundo ele, não havia funcionária dispensada, e a história foi inventada para provocar outros participantes da conversa.
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