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Para 70% dos leitores, placas antifurto não reduzem crimes contra fiação

Falta de fiscalização e responsabilização de compradores são apontadas como principais falhas no combate

Por Viviane Oliveira | 07/07/2025 07:25
Para 70% dos leitores, placas antifurto não reduzem crimes contra fiação
Placa antifurto da Claro na Rua 15 de Novembro (Foto: Henrique Kawaminami) 

A maioria dos leitores que participaram da enquete do Campo Grande News acredita que avisos informando a ausência de cobre na fiação não são suficientes para coibir os furtos. Segundo o levantamento feito ontem, 70% dos participantes disseram que a sinalização não ajuda a reduzir os crimes, enquanto apenas 30% acreditam que sim. A pergunta teve 49 interações.

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Para os leitores, o problema está na falta de fiscalização e na existência de receptadores. “Se estão furtando é porque tem quem compre material furtado. Foco nos ferro-velho e pontos de reciclagem”, comentou Ulisses Silva. “Agora eles vão vender as placas”, ironizou Theus Nevasqui. “Reduz nada. Tem que ir na fonte. Ou seja, quem compra”, reforçou Dione Souza Santos. 

“É vergonhosa a bagunça de fios nos postes. Tem fio caído no chão, pendurado... muito feio”, lamentou Celina Gomes dos Santos. Já Maurício Freitas propôs mudanças na legislação: “Será que se mudar a lei para crime hediondo e dez anos de cana, isso não dificultaria mais a prática? Afinal, a gente paga imposto para o Estado nos proteger", destacou.

Para tentar conter a onda de furtos, operadoras de internet e telefonia têm instalado placas alertando que os fios não contêm cobre. A Claro fixou uma dessas sinalizações na Rua 15 de Novembro, em Campo Grande, informando que a rede é composta apenas por fibras ópticas. A Digital Net também adotou a medida e afirma ter sofrido mais de R$ 300 mil em prejuízos por causa dos furtos apenas no último ano, na capital sul-mato-grossense.

Segundo a empresa, o crime afeta diretamente a qualidade dos serviços e interrompe o sinal de centenas de clientes. Além da sinalização, a operadora afirma investir em outras formas de prevenção, como o reordenamento dos cabos.

Dados do Instituto Conexis Brasil Digital mostram que, em 2024, quase 5,5 milhões de metros de cabos de cobre foram furtados ou roubados no país, afetando mais de 7 milhões de brasileiros.

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