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Mais da metade dos leitores começa 2026 endividada, aponta enquete

Resultado revela impacto das primeiras contas no orçamento familiar

Por Raíssa Rojas | 06/01/2026 08:35
Mais da metade dos leitores começa 2026 endividada, aponta enquete
Consumidora com conta de luz e calculadora em mãos (Foto: Izabela Cavalcanti)

Para iniciar a vida financeira de forma planejada, é importante avaliar bem o bolso a partir de agora; 56% dos leitores vão começar o ano endividados, enquanto 46% dos leitores estão livres do endividamento, de acordo com a enquete do Campo Grande News de ontem (5).

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O índice de famílias endividadas na Capital, segundo a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) de 2024, mostra que 30,5% dos entrevistados estão com as contas em atraso e 12,3% não irão conseguir quitar as dívidas, tendo o cartão de crédito como maior meio de endividamento, com 75,2%. 

Já no levantamento de 2025, o índice indica que 66,7% dos lares estão endividados e reafirma o cartão de crédito como maior vilão no orçamento, em média, em sete em cada dez cenários de endividamento.

Com as metas de 2026 bem estabelecidas, agora começa a caminhada para perseguir os objetivos e, principalmente, organizar-se financeiramente para as primeiras contas do ano: IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo), matrícula escolar, reajustes no condomínio, entre outros.

Para cuidar dos juros já nas primeiras contas do ano, é importante se atentar às datas. O prazo para pagar o IPVA com desconto foi prorrogado até a quinta-feira (8). O valor à vista fica com 15% de desconto. Para quem prefere parcelas, a primeira vence em 30 de janeiro. As próximas parcelas ficam com vencimento em 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 29 de maio.

O IPTU tem gerado polêmica nos últimos dias, após indícios de cobranças excessivas, com aumento de até 300%. Na primeira reunião do ano, realizada no dia 5, os vereadores da Câmara Municipal debateram a possibilidade de suspensão dessa cobrança e o enquadramento do reajuste dentro do índice oficial de inflação, de 5,32%. Novas rodadas de discussão ocorrerão nos próximos dias para a construção de uma resposta concreta.

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