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Maioria diz ver ambulantes como trabalhadores em busca de sustento

79% dos participantes da enquete apoiam quem vive do comércio de rua

Por Geniffer Valeriano | 21/10/2025 07:08
Maioria diz ver ambulantes como trabalhadores em busca de sustento
Com banca improvisada, ambulante vende salgados na Praça Ary Coelho (Foto: Arquivo)

Nas calçadas e canteiros da cidade, a presença de vendedores ambulantes já faz parte do cotidiano dos campo-grandenses. Nesta segunda-feira (20), a enquete do Campo Grande News perguntou o que a população pensa ao ver esses trabalhadores.

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Para 11% dos leitores, o primeiro pensamento ao ver um vendedor ambulante é que ele “está ocupando espaço público indevido”. Em contrapartida, a maioria (79%) acredita que essas pessoas “estão batalhando para sobreviver”. Outros 10% disseram que os ambulantes “já são parte da vida urbana”.

Nas redes sociais do portal, muitos leitores manifestaram apoio. Karla Alessandra Martins comentou que é melhor trabalhar do que roubar, que compra quem quer do vendedor ambulante e que apoia os vendedores ambulantes.

Tereza Yohana Gimenez afirmou preferir encontrar ambulantes nas ruas a ver pessoas pedindo esmola. “Eu penso que ele está trabalhando para sustentar a família e não está em cada esquina dessa cidade pedindo esmola, porque a nossa cidade está cheia de pedintes que não têm oportunidade ou não querem trabalhar”, escreveu.

Já Sander Sanabria disse admirar os trabalhadores ambulantes. “Admiro, pois dali vem o sustento dele e da família, e, se posso colaborar, sempre o faço. O trabalho formal exige muito e paga pouco, por isso, temos tantos ambulantes. Eles não atrapalham ninguém e são, em sua maioria, sonhadores que só querem uma condição de vida melhor para os seus.”

O comércio ambulante, que já faz parte da rotina da cidade, voltou ao centro das discussões por causa de um projeto que tenta criar regras mais claras para a atividade, mas que ainda divide opiniões e foi retirado de votação para ajustes.

Ao mesmo tempo, os próprios ambulantes pedem justamente o que falta: normas estáveis que permitam trabalhar sem medo de serem retirados do local. Muitos alegam que querem se regularizar, mas não sabem como.


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