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Fim da obrigatoriedade da autoescola divide opiniões, mas 60% apoiam proposta

Pesquisa mostra 60% dos leitores favoráveis à mudança e 40% contrários à exigência

Por Gabriel Neris | 31/07/2025 07:09
Fim da obrigatoriedade da autoescola divide opiniões, mas 60% apoiam proposta
Aluna de autoescola durante aula em bairro de Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

Uma proposta em estudo pelo governo federal reacendeu um debate antigo: a obrigatoriedade de frequentar autoescola para obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). No Campo Grande News, a enquete lançada sobre o tema mostrou maioria favorável à mudança. Ao todo, 60% dos leitores disseram ser a favor do fim da exigência, enquanto 40% foram contra.

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Nos comentários da publicação, o tema gerou uma enxurrada de críticas – não à formação no trânsito em si, mas aos altos custos para se habilitar. A insatisfação com o valor cobrado por aulas, exames e taxas do Detran foi o tom dominante. “Sou a favor sim. Isso é uma máfia. Não ensina, só recebe. Os caras não fazem manutenção nos veículos nem sinal. Aqui, sinal é acessório”, reclamou o leitor Ézio Martins.

Outros leitores defenderam a liberdade de escolha, desde que mantidas exigências mínimas para garantir a segurança no trânsito. “Quem quiser vai lá e faz autoescola. Ninguém falou em acabar, e sim em não ser obrigatório. Também sou a favor de aumentar as punições para infrações graves”, ponderou Herivelton Ibanes.

Há também sugestões de reestruturação da formação. Vera Lúcia da Silva defendeu que a teoria seja ensinada no ensino médio e que a prática seja avaliada diretamente no Detran, com aulas extras apenas para quem reprovar. Já Leonisia Maria propôs “redução das taxas, principalmente a de reprovação”.

A crítica aos custos também apontou para as taxas cobradas pelo próprio Estado. “Diminuir as taxas do Detran, aulas caríssimas das autoescolas, isso sim”, comentou Sileis Andrade. Willian Tonet foi além: “Não deveria acabar com as autoescolas, mas sim taxar menos. O Detran virou máquina de arrecadar”.

Segundo reportagem publicada na última segunda-feira (29), o governo federal estuda liberar o processo de habilitação para que o cidadão possa se preparar por conta própria, sem a necessidade de se matricular em uma autoescola. Ainda não há proposta formal, mas o tema já é alvo de projetos de lei no Congresso Nacional.

Enquanto isso, em Campo Grande, o assunto parece tocar diretamente em um nervo sensível: o bolso. Para muitos leitores, o problema não está em aprender, mas em pagar caro por isso.

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