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58% não acreditam que venda de consórcio vai melhorar o transporte coletivo

Leitores cobram investigação sobre a compradora e investimentos concretos no sistema

Por Gabriel Neris | 23/07/2026 07:06
58% não acreditam que venda de consórcio vai melhorar o transporte coletivo
Movimentação de passageiros em terminal de ônibus da Capital (Foto: Arquivo)

A maioria dos participantes da enquete do Campo Grande News não acredita que a venda do Consórcio Guaicurus melhorará o transporte coletivo de Campo Grande. Na parcial apresentada, 58% responderam “não”, enquanto 42% disseram acreditar em avanços com a mudança de controle.

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O resultado reflete a desconfiança demonstrada pelos leitores nos comentários. Eduardo Ramos e Ubiratan J. Machado defenderam que o histórico da empresa compradora em Goiânia (GO) seja investigado antes da autorização do negócio. Fabiano João de Araújo afirmou que “só muda a gerência e o nome”, enquanto Wellington Oliveira avaliou que teria ocorrido apenas uma mudança de CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), sem alteração dos responsáveis.

Também houve manifestações de esperança. Ivaldo Alves da Rosa afirmou que investimentos em ônibus novos e reformas nos terminais poderiam melhorar o serviço. Lucia Ferreira Rodrigues disse esperar que a situação avance, enquanto Davi Silva defendeu que a população acredite na mudança antes de criticá-la.

A negociação prevê a venda das empresas que formam o consórcio para a HP Mobilidade, mas a compradora ainda não assumiu o sistema. A transferência depende da análise e da autorização da Prefeitura de Campo Grande, que mantém a intervenção iniciada em junho e afirma que exigirá prazos e investimentos concretos, como renovação da frota e reformas nos terminais. 

Em reportagem com passageiros, as principais cobranças foram por mais ônibus, cumprimento dos horários e redução da superlotação. Usuários relataram demora nos pontos, veículos antigos e dificuldades para embarcar, especialmente nos horários de pico. O cenário ajuda a explicar o ceticismo da maioria: trocar o controle empresarial pode abrir expectativa, mas, por enquanto, ainda não colocou mais ônibus nas ruas.

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