Educação e Tecnologia

Prefeitura apura merenda de feijão com farinha servida em escola indígena

Secretaria afirma que despensa estava abastecida e investiga quem decidiu servir a refeição às crianças

Por Inara Silva | 07/05/2026 18:15
Prefeitura apura merenda de feijão com farinha servida em escola indígena
Foto de prato de feijão com farinha que circula nas redes sociais (Foto: Internet/Redes Sociais)

Após denúncias sobre a merenda oferecida na Escola Municipal Nandejara, localizada na Aldeia Te’yikue, em Caarapó, a 274 quilômetros de Campo Grande, a prefeitura informou que abriu processo administrativo para investigar a decisão de servir apenas feijão com farinha aos alunos da unidade escolar.

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Segundo o secretário municipal de Educação, Carlos Vinicius Figueiredo, a equipe da pasta foi enviada à aldeia assim que a situação chegou ao conhecimento da administração municipal. De acordo com ele, ao chegar à escola, os servidores encontraram a despensa abastecida, inclusive com proteínas. 

“Quando nós mandamos a equipe, havia alimentos lá. Nós também levamos mais alimentos, mas identificamos que havia, sim, alimentos para serem produzidos”, afirmou o secretário.

Figueiredo disse que a direção da unidade e a coordenação da extensão escolar não comunicaram previamente qualquer possível falta de alimentos.

Equipe da Prefeitura disse que havia alimentos na despensa da escola. (Foto: Divulgação)

Uma mãe, que não quis se identificar, diz estar indignada com a merenda escolar, pois foi visitar o filho na escola e a criança comia apenas feijão e farinha. 

Diante do episódio, a Secretaria Municipal de Educação instaurou uma sindicância para esclarecer o que ocorreu dentro da escola. A administração aguarda agora respostas formais da unidade escolar para identificar quem tomou a decisão e quais circunstâncias levaram ao fornecimento da refeição denunciada no vídeo.

“Já mandei a documentação na manhã de hoje solicitando respostas e informações da unidade escolar. A partir disso, vamos apurar se houve alguma falha de logística, alguma falha de produção”, disse.

O secretário afirmou ainda que a prefeitura pretende responsabilizar eventuais envolvidos caso sejam constatadas irregularidades ou condutas intencionais.

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