Educação e Tecnologia

ChatGPT e plataformas viram aliadas de quem estuda para o Enem

Vestibulandos revelam como inteligência artificial ajuda na hora de fazer resumos e até tirar dúvidas

Por Jéssica Fernandes | 31/10/2024 09:48
ChatGPT e plataformas viram aliadas de quem estuda para o Enem
ChatGPT e outros tipos de inteligência artificial viraram ferramentas de estudo. (Foto: Jéssica Fernandes)

ChatGPT, Youtube e aplicativos viraram aliados para os vestibulandos que encontram respostas para suas dúvidas além da sala de aula. Na preparação para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), eles mostram como a tecnologia ajuda na hora de fazer resumos, simular questões e melhorar as pontuações. 

RESUMO

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Ana Luiza Lescano Mota, de 17 anos, passa de 30 minutos até 6h por dia usando algum tipo de tecnologia para estudar. O objetivo dela é conseguir nota para entrar em medicina, por isso, recorre bastante à plataforma “Estuda.com” que traz várias questões semelhantes aos modelos elaborados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

“Gosto bastante de utilizar a plataforma na qual tem uma grande quantidade de exercícios separados por tópicos e matérias. Essa plataforma me ajudou bastante a aumentar o meu rendimento e ver as áreas que eu tinha maior dificuldade”, conta.

Além de realizar com frequência os simulados presentes nesse site, a jovem também aderiu à IA (Inteligência Artificial) para sanar dúvidas simples. Ana explica que o ChatGPT é menos usado em comparação à plataforma, porém é bastante eficiente também. 

“Com a tecnologia avançada, encontrei o chat e comecei a fazer perguntas que, às vezes, com o professor explicando ficavam mais complexas. São perguntas como: 'Me explique isso de maneira simples e com exemplos'. Ela se adapta da melhor maneira”, explica.

A vestibulanda aprendeu que essa é a melhor técnica que funciona para ela. Com a visão de que a IA pode ser uma boa ferramenta, se usada com limites, ela diz que há pessoas que encontraram outras formas de aprender. “Já escutei relatos sobre o qual as pessoas a instruíram para explicação em formato de fofoca, para a melhor absorção”, afirma. 

Guilherme Silveira Pinto, de 21 anos, acessa o Youtube sempre que está estudando. O site gratuito vem para reforçar conteúdos que ele vê em sala de aula. “O Youtube é para rever alguns assuntos e dicas para a prova. [...] Não tenho canais específicos, eu vou atrás de alguns assuntos e vejo vídeos em canais diferentes”, fala.

Nessa reta final de preparação para o exame, o vestibulando, que quer entrar em medicina, também aderiu a outros dois meios. “O que eu tenho usado para me preparar nesses últimos dias são pdfs das provas antigas do Enem, também tenho usado o site 'Estuda.com' para fazer questões”, comenta. Fora esses, Guilherme usou algumas vezes a IA para resumir assuntos e tirar dúvidas. “Mas não é muito constante”, completa. 

Diferente do Guilherme, João Paulo Santos Abrão, de 19 anos, usa o ChatGPT frequentemente. Ele relata que para assuntos menos complexos, é mais prático questionar a IA. “Ele consegue sanar dúvidas mais rápidas e simples numa jornada de estudo. Isso ajuda porque, de vez em quando, nós precisamos de fato ir até os professores para sanar dúvidas mais complexas, mas, a nível de ser algumas coisas simples, o chat auxilia muito”, diz. 

Outro método que tem dado certo é resolver questões através da plataforma “Estuda.com”. Segundo ele, a plataforma e o IA ajudaram a melhorar o seu desempenho no último ano. “E vi uma melhora estrondosa nas minhas resoluções de questões aliando essas duas plataformas. A exemplo, minhas médias de acertos no ano de 2023 eram em torno de 50% de uma prova comum (seja UFMS, UEMS, UFGD ou ENEM), esse ano elas passaram a beirar os 80% de acertos médios”, destaca. 

Quem trabalha com vestibulandos diariamente sabe que a tecnologia é tão comum quanto qualquer outro material escolar. O professor Edilson do cursinho Refferencial conta que a instituição garante acesso a aplicativos de questões e simulados online, como “Estuda.com”, porém os vestibulandos não ficam limitados somente a uma única tecnologia. 

“Muitos alunos usam aplicativos para elaboração de mapas mentais, que são mapas de resumos, de fichas de estudos, muitos usam o IA para fazer comparações de dados, cálculos”, pontua. 

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