Economia

Semana do Pescado aquece vendas e setor prevê alta de até 50%

No mesmo período do ano passado o crescimento foi de 35%

Por Fernanda Palheta | 06/09/2025 14:40
Semana do Pescado aquece vendas e setor prevê alta de até 50%
Balcão de peixaria no Mercadão Municipal (Foto: Reprodução)

Os primeiros dias da 22ª edição da Semana do Pescado aqueceram o setor em Campo Grande. Dados preliminares da campanha indicam um crescimento de 45% a 50% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o aumento foi de 35%. A campanha segue até o dia 15 de setembro. 

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"Em apenas uma semana, já superamos os resultados de anos anteriores", afirma Cleuber Linares, comerciante do Mercadão Municipal, ponto central da mobilização. Segundo ele, os corredores estão mais movimentados e os consumidores buscam variedade e preços competitivos. 

Os descontos estão entre os principais atrativos da campanha. Alguns fornecedores reduzem os preços em até 15%, enquanto o comércio aplica descontos adicionais de até 40% em determinados produtos. Segundo os comerciantes, essa estratégia tem sido fundamental para ampliar o movimento e fidelizar clientes.

O superintendente da pesca e aquicultura de Mato Grosso do Sul, Marcelo Heitor, aponta que o objetivo da campanha é fortalecer e impulsionar o setor. "Queremos favorecer produtores, comerciantes e trabalhadores de toda a cadeia, gerando empregos e oportunidades, além de reforçar o potencial do Estado na produção de pescado", afirma.

Mato Grosso do Sul se consolidou como referência na produção e no consumo de pescado, mostrando crescimento consistente a cada edição. Em 2024, o Estado produziu mais de 40 mil toneladas de peixe, ocupando a quinta posição nacional. No caso da tilápia, o Estado é o quarto maior produtor do País, respondendo por até 3% da produção brasileira. 

A Semana do Pescado foi criada em 2003. Entre os objetivos está o de aumentar o consumo de peixe no país. O consumo per capita de peixe no Brasil passou de 1 a 1,5 kg para cerca de 9 kg ao ano. Apesar do avanço, o consumo ainda está abaixo da média europeia, de 12 kg ao ano, e da asiática, com mais de 20 kg.

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