Economia

Previsão de queda na venda de Dia dos Pais contrasta com otimismo de empresários

CDL projeta R$ 103,95 milhões em faturamento, recuo de 14,5% em 2025

Por Ângela Kempfer | 03/08/2025 15:38
Previsão de queda na venda de Dia dos Pais contrasta com otimismo de empresários
Consumidores passam por vitrine com campanha de Dia dos Pais (Foto: Arquivo)

Mesmo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICE) voltando ao campo positivo em julho, o levantamento mais recente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) revela que o comércio de Campo Grande deve registrar retração nas vendas do Dia dos Pais de 2025. A previsão é de um volume de R$ 103,95 milhões em movimentação financeira, o que representa queda de 14,5% em relação ao ano passado. 

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A diferença de cenário entre a expectativa do setor e o comportamento do consumidor indica que a recuperação da confiança empresarial ainda não se reflete totalmente no consumo.

De acordo com a pesquisa da CDL, o gasto médio com presentes subiu para R$ 265, e para comemorações, R$ 290. O aumento, porém, está associado à inflação de bens e serviços, e não ao aumento do consumo. 

O estudo mostra que 70% dos entrevistados pretendem presentear na data, mas com escolhas mais comedidas. Outros 18% afirmaram que não devem comprar ou ainda estão indecisos, em grande parte por dificuldades financeiras. Servidores públicos, com renda comprometida por empréstimos e sem reajustes salariais, aparecem entre os mais afetados.

Entre os produtos mais procurados continuam roupas, calçados, eletrônicos e itens de perfumaria. 

Por outro lado, a pesquisa do ICE, realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) com apoio do IPF/MS, mostra que o índice subiu para 100,3 pontos em julho, após quatro meses seguidos abaixo de 100, patamar que representa pessimismo. 

O avanço sinaliza maior confiança dos empresários na economia e em seus próprios negócios. Ainda assim, o próprio levantamento aponta contradições: 32,2% dos entrevistados disseram que a situação atual do setor piorou muito, e 25,2% afirmaram o mesmo sobre suas empresas.

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