Economia

Pais compram o “grosso” da lista escolar pela internet e só o básico nas lojas

Neste sábado, consumidores tiraram a manhã para fazer pesquisa de preço e comprar o que falta para os filhos

Por Jéssica Fernandes e Kamila Alcântara | 11/01/2025 12:00
Pais compram o “grosso” da lista escolar pela internet e só o básico nas lojas
Consumidores olham produtos escolares em loja no Centro de Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

Nas voltas às aulas de 2025, o consumidor tem recorrido à internet para economizar com a lista de material escolar. Em Campo Grande, a estratégia tem sido adotada por pais e mães que estão comprando apenas o básico nas lojas físicas. Neste sábado (11), a reportagem conversou com alguns que também tiraram a manhã para fazer pesquisa de preço no comércio.

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Mayara Beuaszyk, de 36 anos, estava com o esposo Willian Beuaszyk, para ver os valores das mochilas que os filhos de seis e dois anos querem. O item é o único que ela preferiu comprar pessoalmente, pois os meninos preferem aquelas que são inspiradas em personagens. 

Ela comenta que adotou a prática de enviar a lista de materiais para três estabelecimentos diferentes da cidade e depois comprar tudo na papelaria que apresentar o melhor orçamento. “É mais cômodo, prático e aproveita-se melhor as condições de pagamento”, afirma. 

Mayara Beuaszyk adota estratégia de pedir orçamento em três lojas diferentes. (Foto: Marcos Maluf)

Também passeando pelo Centro de Campo Grande, o motoentregador Antônio Marcos Rodrigues, de 51 anos, deixou para comprar na internet alguns itens específicos. “Como os preços estão um pouco salgados, principalmente as mochilas, estojos e garrafinhas, nós decidimos comprar pela internet e deixamos os outros materiais para pesquisar aqui”, diz.

Na companhia da esposa, Christiane Chagas, de 34 anos, ele está fazendo a pesquisa de preço do que falta para fechar a lista escolar das filhas de três e nove anos. A assistente administrativa explica que desde dezembro está procurando os materiais das meninas para não cometer o mesmo erro do último janeiro. 

“Ano passado passei muita raiva quando fui comprar os materiais delas porque deixei para o fim de janeiro e era impossível andar nas lojas. Dessa vez, comecei em dezembro a pesquisa, por isso, deu para conciliar a compra on-line". 

Antônio Marcos e a família estavam pesquisando preço de material neste sábado. (Foto: Marcos Maluf)

Outro que recorreu às compras pela internet é Willean Sander, de 36 anos, que tem dois filhos, sendo uma menina de 11 anos e um menino de 5 anos. Ele relata que optou pelas lojas on-line após encontrar diferença nos valores dos produtos do comércio da cidade. “Como os preços estão muito diferentes, é preciso procurar mais”, completa. Hoje, ele estava vendo apenas os preços dos cadernos que costumam ser mais em conta no comércio.

Apesar de a internet ser uma ferramenta bem utilizada pelo consumidor neste mês, as lojas físicas não deixaram de ter o movimento usual que marca o período. 

Gerente de uma papelaria na Rua Dom Aquino, Alexsander Albrecht, 40 anos, comenta que a procura dos pais por materiais escolares começou em dezembro e ganhou fôlego neste mês. Por isso, o atendimento via WhatsApp ficou congestionado e alguns estão preferindo ir pessoalmente. Para este mês, Alexsander faz uma avaliação positiva e acredita que serão boas as vendas até o fim de janeiro. 

Consumidores em frente à loja de material escolar na região central. (Foto: Marcos Maluf)

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