MS tem pior setembro em 5 anos na geração de empregos com carteira assinada
Estado criou 1.027 vagas, abaixo dos resultados anteriores; Campo Grande também perdeu ritmo

Mato Grosso do Sul encerrou setembro de 2026 com saldo positivo de 1.027 empregos com carteira assinada, mas registrou o pior resultado para o mês desde 2021. O número também ficou abaixo de agosto, quando o Estado criou 1.040 postos de trabalho. Em Campo Grande, a desaceleração foi mais acentuada, com queda de 47% na geração de vagas de um mês para outro.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul criou 1.027 empregos formais em setembro, o pior resultado para o mês desde 2021, segundo o Novo Caged. Foram 33.801 admissões e 32.774 desligamentos. O setor de serviços liderou, com 869 vagas, enquanto indústria e agropecuária tiveram saldo negativo. Em Campo Grande, o saldo caiu 47% em relação a agosto e ficou em 158 vagas. De janeiro a setembro, o Estado soma 21.348 postos.
Os dados são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego. Em setembro, empresas de Mato Grosso do Sul contrataram 33.801 trabalhadores e desligaram 32.774. A diferença garantiu o resultado positivo, embora tenha sido o menor para setembro nos últimos cinco anos.
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Em setembro de 2025, o Estado havia criado 1.444 empregos formais, número 28,9% superior ao registrado neste ano. A diferença é ainda maior na comparação com 2024, quando o saldo chegou a 1.927 vagas, e com 2023, que registrou 3.952 novos postos de trabalho.
Em setembro de 2022, Mato Grosso do Sul criou 3.246 vagas, enquanto o mesmo mês de 2021 terminou com 2.661. Assim, o resultado de 2026 representa uma redução de 74% em relação ao melhor desempenho desse período, registrado em 2023.
A comparação com agosto mostra uma desaceleração menor no resultado estadual. Naquele mês, houve 35.688 admissões e 34.648 desligamentos, com saldo de 1.040 empregos. Em setembro, o número de contratações caiu em 1.887, enquanto as demissões diminuíram em 1.874. Com isso, o saldo ficou 13 vagas abaixo do mês anterior, redução de 1,3%.
Setores – O setor de serviços sustentou a geração de empregos em setembro, com 869 vagas, resultado de 12.290 contratações e 11.421 desligamentos. O comércio apareceu em segundo lugar, com saldo de 307 postos, seguido pela construção civil, com 143.
Por outro lado, a indústria fechou 223 vagas, com 5.140 admissões e 5.363 desligamentos. A agropecuária também terminou o mês no vermelho, com perda de 69 postos de trabalho, resultado de 4.905 contratações e 4.974 demissões.
Apesar do desempenho mais fraco em setembro, Mato Grosso do Sul acumula saldo positivo de 21.348 empregos formais entre janeiro e setembro de 2026. Nesse período, o Estado registrou 330.885 admissões e 309.537 desligamentos.
A construção civil responde por 7.424 vagas criadas no ano, enquanto os serviços lideram o acumulado, com 9.540. A indústria soma 2.251 novos postos e a agropecuária, 2.173. O comércio é o único setor com resultado negativo no período, com fechamento de 40 vagas.
Com o desempenho acumulado, o Estado chegou a setembro com estoque de 686.237 vínculos formais de trabalho, crescimento de 3,21% em relação ao estoque de referência utilizado pelo Caged.
Campo Grande – Na Capital, o mercado de trabalho apresentou desaceleração mais expressiva. Setembro terminou com apenas 158 vagas criadas, contra 298 em agosto. A diferença representa queda de 47% na geração líquida de empregos.
As empresas de Campo Grande contrataram 11.460 trabalhadores em setembro e desligaram 11.302. Em agosto, haviam sido registradas 12.313 admissões e 12.015 desligamentos.
Isso significa que a Capital teve 853 contratações a menos em setembro, redução de 6,9%. O número de desligamentos também caiu, mas em proporção menor, com 713 registros a menos, equivalente a 5,9%.
Mesmo com o resultado positivo, o saldo de setembro foi um dos menores registrados na Capital nos últimos anos, conforme a série histórica apresentada pelo Novo Caged. A cidade havia alcançado resultados mensais superiores a 2 mil vagas em diferentes momentos de 2022, 2024 e 2025.
Ao final de setembro, Campo Grande contabilizava 236.935 empregos com carteira assinada, contra 236.777 em agosto. O crescimento foi de apenas 0,07% no mês.
Os números mostram que, embora Mato Grosso do Sul mantenha saldo positivo superior a 21 mil empregos em 2026, o ritmo de abertura de vagas perdeu força em setembro. O desempenho foi especialmente fraco em Campo Grande, onde a geração líquida caiu quase pela metade em relação a agosto.
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