Dólar fecha em R$ 5,01 e tem terceira semana marcada por queda
Mercado acompanhou a situação econômica da Europa e os novos indicadores do setor imobiliário americano

O dólar comercial fechou em queda de 0,58% nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,0188. A moeda norte-americana perdeu valor diante do real em um dia marcado pela divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos, pela continuidade dos protestos na Europa e pela queda do petróleo.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
No câmbio turismo, usado como referência pelas casas de câmbio de Mato Grosso do Sul, a cotação nacional caiu 0,69%, para R$ 5,209. O preço cobrado nos estabelecimentos pode variar conforme as taxas de cada operação. Já o dólar comercial acumula recuo de 1,06% na semana, 3,01% em outubro e 8,56% desde o início do ano.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, terminou o pregão em alta de 1,57%, aos 208,3 mil pontos. O indicador acumula valorização de 1,39% na semana, 11,78% no mês e 29,28% no ano.
O que mexe com o mercado - No Brasil, a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), continuou entre os assuntos acompanhados pelos economistas. Sem grandes novidades na agenda econômica nacional, as atenções se concentraram nos acontecimentos internacionais.
Nos Estados Unidos, dados divulgados nesta terça-feira mostraram queda na construção de casas individuais e nas autorizações para novas obras em setembro. Os juros elevados dos financiamentos imobiliários reduziram a procura por imóveis e os investimentos no setor. Os números foram acompanhados pelos investidores por indicarem o ritmo da atividade econômica norte-americana.
Na Europa, os protestos iniciados por estudantes em setembro aumentaram as preocupações com a situação econômica da região. As manifestações ganharam apoio de sindicatos e reuniram mais de meio milhão de pessoas na França, além de mobilizações na Bélgica, Itália e Portugal. O cenário também pressionou os títulos públicos franceses, cujas taxas de juros atingiram 4,95% na segunda (19).
O petróleo também registrou desvalorização durante a tarde, depois que a Agência Internacional de Energia sinalizou a possibilidade de liberar novas reservas para abastecer o mercado. O barril do Brent, referência internacional, recuava 0,43%, cotado a US$ 109,08. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, caía 1,80%, para US$ 101,79.