Dólar fecha a R$ 5,05 com mercado atento ao crescimento da economia
Boletim Focus reduziu previsão de avanço do Brasil para 1,83% em 2026; Ibovespa recuou 0,17%

O dólar comercial caiu 0,49% e fechou cotado a R$ 5,0480 nesta segunda-feira (19). Investidores acompanharam a redução das expectativas de crescimento da economia brasileira, divulgada pelo BC (Banco Central), além do cenário eleitoral e dos indicadores internacionais.
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O dólar comercial caiu 0,49% e fechou a R$ 5,0480 nesta segunda-feira (19), com investidores atentos à redução das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto de 2026, de 1,85% para 1,83%, no Boletim Focus, e ao cenário eleitoral. O Ibovespa recuou 0,17%, aos 205.079 pontos. O petróleo Brent caiu 0,28%, a US$ 109,55. No exterior, o mercado observou os juros nos Estados Unidos e o crescimento de 4,5% da China no terceiro trimestre.
No câmbio turismo, referência para a compra de dinheiro em espécie, a cotação ficou em R$ 5,246, com baixa de 0,51%. O valor cobrado nas casas de câmbio de Mato Grosso do Sul pode variar conforme o estabelecimento e as taxas aplicadas. Já a modalidade comercial acumula desvalorização de 0,49% na semana, 2,44% em outubro e 8,03% desde janeiro.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, recuou 0,17% e encerrou o pregão aos 205.079 pontos. O indicador registra perda de 0,17% na semana, mas mantém ganhos de 10,06% no mês e 27,28% no ano. As ações da Petrobras e do Bradesco contribuíram para o resultado negativo.
O petróleo terminou a sessão em queda, com investidores atentos às tensões no Oriente Médio e ao alívio de parte das sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. O barril do Brent para dezembro recuou 0,28%, para US$ 109,55. O WTI (West Texas Intermediate), com entrega no mesmo mês, caiu 0,48% e fechou a US$ 98,54.
O que mexe com o mercado - No Brasil, o mercado avaliou o Boletim Focus, pesquisa semanal que reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026 passou de 1,85% para 1,83%. Para a inflação, a estimativa deste ano permaneceu estável, enquanto a de 2027 subiu de 4,30% para 4,32%.
Os investidores também acompanharam os desdobramentos da disputa presidencial, a menos de uma semana do segundo turno. O primeiro debate entre os candidatos, realizado no domingo (18), entrou nas avaliações do mercado sobre as perspectivas econômicas e a condução das contas públicas nos próximos anos.
No exterior, as atenções se voltaram aos Estados Unidos, onde o mercado acompanha os próximos passos do Fed (Federal Reserve), banco central norte-americano. As expectativas sobre os juros do país influenciam a movimentação de recursos entre diferentes mercados e podem afetar o valor do dólar em relação a outras moedas.
A economia chinesa também esteve no radar. O país registrou crescimento de 4,5% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado superou as previsões do mercado, impulsionado pelas exportações e pela produção industrial.