Economia

Dólar fecha a R$ 5,03 e reduz perdas acumuladas na semana

Mercado seguiu resultados de empresas, endividamento das famílias e tensões no setor de petróleo

Por Gustavo Bonotto | 21/10/2026 19:20
Dólar fecha a R$ 5,03 e reduz perdas acumuladas na semana
Cédula do dólar, moeda estadunidense. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar encerrou esta quarta-feira (21) em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,0272, em meio à divulgação de pesquisas eleitorais e balanços de empresas no Brasil. Os investidores também acompanharam notícias sobre possíveis medidas do Banco Central para reduzir o endividamento das famílias. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,86% e fechou aos 206.495 pontos.

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Apesar da alta no dia, a moeda americana acumula queda de 0,90% na semana e de 2,84% em outubro. Desde o início do ano, a desvalorização chega a 8,41%. A Bolsa apresenta movimento contrário no acumulado do mês, com valorização de 10,75%.

No cenário político, a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. O levantamento aponta 45% das intenções de voto para Flávio e 44% para Lula.

O mercado também avaliou informações de que o Banco Central estuda medidas para conter o endividamento das famílias. As propostas em análise incluem maior transparência dos bancos e limites para a concessão de crédito conforme a renda dos consumidores. O assunto ganhou atenção com o início da divulgação dos resultados financeiros das empresas, principalmente do setor bancário.

No exterior, as tensões entre Estados Unidos e Irã mantiveram os preços do petróleo entre os principais assuntos do dia. O impasse nas negociações envolve o Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte mundial da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, registrava queda de 0,04%, a US$ 108,75, enquanto o petróleo americano WTI recuava 0,56%, para US$ 97,27. Na terça-feira (20), o Brent havia superado US$ 111, maior cotação em cinco meses.

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