Crédito para turismo em MS cresce 312% em 2026 e chega a R$ 5,36 milhões
Volume contratado do Fungetur até outubro supera os valores anuais de 2023, 2024 e 2025

O volume de financiamentos contratados por empreendimentos turísticos de Mato Grosso do Sul com recursos do Fungetur (Fundo Geral de Turismo) aumentou 312,3% em 2026, na comparação com todo o ano de 2025. De janeiro até esta sexta-feira (16), foram contratados R$ 5,36 milhões em 7 operações, ante R$ 1,3 milhão em 2 operações ao longo do ano passado.
RESUMO
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Os financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) contratados por empreendimentos de Mato Grosso do Sul somaram R$ 5,36 milhões em sete operações em 2026, até 16 de outubro, alta de 312,3% sobre os R$ 1,3 milhão de 2025. Desde 2023, o total é de R$ 12,67 milhões em 27 operações. Os meios de hospedagem concentram 59,4% dos recursos, e o capital de giro representa 80,7%. Os dados são do Painel Gerencial do Ministério do Turismo.
Os dados são do Painel Gerencial do Novo Fungetur, mantido pelo Ministério do Turismo, com atualização em 16 de outubro de 2026. O valor contratado neste ano, ainda parcial, também supera os totais anuais registrados em 2023 e 2024.
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Em 2023, os empreendimentos turísticos de Mato Grosso do Sul contrataram R$ 2,49 milhões, distribuídos em oito operações. No ano seguinte, foram R$ 3,53 milhões em dez financiamentos. Em 2025, o volume caiu para R$ 1,3 milhão, com duas operações contratadas.
Na comparação com 2024, o valor contratado em 2026 apresenta crescimento de 51,8%. Em relação a 2023, a alta é de 115,3%.
Considerando os quatro anos, os financiamentos do Fungetur em Mato Grosso do Sul somam R$ 12,67 milhões, distribuídos em 27 operações. Desse total, aproximadamente 42,3% correspondem aos recursos contratados em 2026.
O valor médio por operação também variou no período. Em 2023, foi de aproximadamente R$ 311 mil, passando para R$ 353 mil em 2024 e R$ 650 mil em 2025. Neste ano, a média é de R$ 766 mil por financiamento.
Meios de hospedagem concentram 59% dos recursos
No acumulado de 2023 a outubro de 2026, os meios de hospedagem responderam por R$ 7,52 milhões em financiamentos contratados, o equivalente a aproximadamente 59,4% do total registrado em Mato Grosso do Sul.
As agências de turismo aparecem na sequência, com R$ 1,96 milhão, seguidas pelas transportadoras turísticas, com R$ 1,02 milhão. Os prestadores de infraestrutura de apoio ao turismo contrataram R$ 770 mil.
Restaurantes, cafeterias, bares e estabelecimentos similares somaram R$ 560 mil em financiamentos, enquanto os guias de turismo responderam por R$ 500 mil. Também foram registrados R$ 250 mil em operações sem atividade informada e R$ 100 mil para prestadores especializados em segmentos turísticos.
Na distribuição por porte empresarial, as pequenas empresas contrataram R$ 8,57 milhões, seguidas pelas microempresas, com R$ 2,11 milhões. As grandes empresas responderam por R$ 1,5 milhão, enquanto as médias empresas registraram R$ 500 mil.
Os valores por atividade econômica e porte empresarial correspondem ao acumulado dos quatro anos analisados, não apenas às contratações realizadas em 2026.
Capital de giro representa maior parcela dos financiamentos
Os recursos destinados ao capital de giro somaram R$ 10,22 milhões entre 2023 e outubro de 2026, representando aproximadamente 80,7% do volume contratado no Estado.
Os financiamentos para aquisição de bens totalizaram R$ 1,96 milhão, enquanto as operações destinadas a obras civis somaram aproximadamente R$ 501,5 mil.
O capital de giro pode ser utilizado para financiar despesas relacionadas ao funcionamento dos empreendimentos, conforme as condições de cada linha de crédito. Já os financiamentos para aquisição de bens abrangem máquinas, equipamentos, mobiliário e outros itens destinados às atividades turísticas.
As operações para obras civis contemplam construção, reforma, ampliação e modernização de estabelecimentos do setor.
Como funciona o Fungetur
O Novo Fundo Geral de Turismo é um fundo especial de financiamento vinculado ao Ministério do Turismo, com patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária. Sua finalidade é disponibilizar recursos para empreendimentos turísticos e apoiar políticas públicas de desenvolvimento da atividade no país.
Segundo o Ministério do Turismo, o fundo integra a política federal de financiamento ao setor, oferecendo linhas de crédito para investimentos em infraestrutura, aquisição de bens e capital de giro.
As operações são realizadas por instituições financeiras credenciadas, mediante contratos administrativos firmados com o Ministério do Turismo. Essas instituições são responsáveis pela análise das propostas, aprovação do crédito e formalização dos financiamentos.
Podem solicitar os recursos os prestadores de serviços turísticos e as empresas enquadradas nas atividades previstas no artigo 21 da Lei nº 11.771, de 17 de setembro de 2008, desde que estejam inscritos no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos).
Taxas e prazos
As linhas de financiamento do Novo Fungetur têm taxa de juros de até 5% ao ano, acrescida da variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Para obras civis, o prazo total de financiamento pode chegar a 240 meses, equivalentes a 20 anos, com carência de até 60 meses.
Nas operações destinadas à aquisição de bens, o prazo máximo é de 120 meses, com carência de até 48 meses. Para capital de giro isolado, o financiamento também pode chegar a 120 meses, com carência máxima de 24 meses.
Os prazos incluem os períodos de carência. As condições efetivas de contratação dependem da modalidade de financiamento, da análise de crédito e das regras da instituição financeira responsável.