Economia

Correios lançam plataforma de vendas para competir com Amazon e Shopee

Serviço conta com cerca de 500 mil produtos divididos em 25 categorias

Por Gustavo Bonotto | 02/07/2025 22:38
Correios lançam plataforma de vendas para competir com Amazon e Shopee
Servidores dos Correios descarregam mercadorias de uma van do Sedex, erviço de distribuição e coleta da estatal. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A estatal ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) lançou, nesta terça-feira (1º), a plataforma de vendas "Mais Correios", e assim, competir com gigantes Amazon, Shopee e Shein. O serviço entrou no ar em todo o Brasil, com cerca de 500 mil produtos divididos em 25 categorias, disponíveis no site www.maiscorreios.com.br.

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O lançamento faz parte da estratégia da estatal para diversificar receitas e aproveitar sua estrutura logística nacional. Entre os itens vendidos estão eletrodomésticos, roupas, produtos de beleza, ferramentas agrícolas e peças automotivas. As compras podem ser parceladas em até dez vezes sem juros, em dois cartões.

A maior parte dos produtos disponíveis vem de grandes lojas virtuais como Casas Bahia, Ponto, Extra, ShopHub e WebContinental. A estatal fechou parceria com a Infracommerce, empresa de tecnologia para comércio eletrônico, para criar a plataforma.

À Folha de São Paulo, o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, disse que a nova plataforma democratiza o comércio digital no Brasil, pois os "Correios conseguem entregar em qualquer cidade com estrutura própria". Segundo ele, o governo investiu R$ 800 milhões para modernizar a logística e os serviços postais.

Até o fim do semestre, os Correios também planejam lançar um meio de pagamento próprio e incluir pequenos e médios negócios no Mais Correios.

Além da plataforma de vendas, a empresa anunciou um Programa de Desligamento Voluntário para reduzir despesas em R$ 1,5 bilhão neste ano. 

Vale lembrar que em 2024, os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,59 bilhões, mais de quatro vezes acima das perdas de 2023. No primeiro trimestre deste ano, o rombo somou R$ 1,7 bilhão, o dobro do mesmo período de 2024. Parte do resultado negativo é atribuída à chamada “taxa das blusinhas”, que desde agosto de 2024 taxa compras internacionais de até US$ 50.

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