Comitiva de MS conhece estratégias que impulsionaram a economia da Coreia do Sul
Empresários visitaram o centro de desenvolvimento econômico coreano

Os 50 empresários de Mato Grosso do Sul que integram a missão empresarial à Ásia visitaram, nesta quarta-feira (21), o Gkedc (Global Knowledge Exchange & Development Center), em Seul, na Coreia do Sul.
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Cinquenta empresários de Mato Grosso do Sul que participam de missão à Ásia, coordenada pela Fiems em parceria com o Sebrae, visitaram o centro GKEDC, em Seul, na Coreia do Sul. A comitiva conheceu a recuperação econômica do país no pós-guerra, com foco em educação, industrialização exportadora e reformas após a crise de 1997. Para o vice-presidente da Fiems, Luiz Gonzaga Crosara Júnior, o desenvolvimento industrial começa na educação. A missão termina em 24 de outubro.
Durante a agenda, a comitiva conheceu a trajetória de recuperação econômica do país no pós-guerra, os avanços na educação, a industrialização voltada às exportações e as reformas implementadas para superar períodos de crise.
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A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) coordena a missão, em parceria com o Sebrae. O grupo chegou à Ásia no dia 14 de outubro e tem retorno previsto para o dia 24.
Para o vice-presidente da Fiems, Luiz Gonzaga Crosara Júnior, a experiência reforça a importância de integrar educação, infraestrutura, inovação e competitividade em uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo.
“O que vimos na Coreia mostra que o desenvolvimento industrial não nasce apenas de investimentos em máquinas e fábricas. Ele começa na educação, exige formação contínua de talentos e depende de uma estratégia consistente entre poder público e iniciativa privada. Para Mato Grosso do Sul, a lição é clara: precisamos preparar as pessoas com a mesma ambição com que estamos ampliando nossa indústria”, afirmou Crosara Júnior, que também preside o Sinfor-MS (Sindicato das Indústrias de Informática de Mato Grosso do Sul).
A programação também abordou desafios atuais da Coreia do Sul, como o envelhecimento da população, a baixa natalidade, as desigualdades sociais e a necessidade de renovar continuamente a capacidade de inovação do país.
Histórico – Após a Guerra da Coreia, o país priorizou a reconstrução econômica, a reforma agrária, a alfabetização e a formação de profissionais. Nas décadas seguintes, passou a integrar educação técnica, pesquisa, infraestrutura e políticas industriais direcionadas aos mercados internacionais.
Nos anos 1960 e 1970, a Coreia do Sul ampliou sua capacidade produtiva e avançou em setores estratégicos, como siderurgia, construção naval e indústria química. Esse processo foi acompanhado por investimentos em rodovias, portos e energia, além da expansão do ensino secundário e da formação profissional, considerados fundamentais para sustentar a transformação econômica.
Na década de 1980, o país adotou políticas de estabilização econômica para combater a inflação. Paralelamente, iniciativas de desenvolvimento rural, como o movimento Saemaul Undong, buscaram melhorar as condições de vida no campo e reduzir as disparidades entre áreas rurais e urbanas.
Outro marco foi a crise financeira de 1997, que provocou endividamento, falências e aumento do desemprego. Para enfrentar o período, o país promoveu reformas nos setores empresarial, bancário, trabalhista e governamental. A mobilização popular também ganhou destaque, especialmente com a campanha de arrecadação de ouro, na qual cidadãos contribuíram com seus bens para ajudar o país a enfrentar a crise.
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