Comércio prevê mil vagas temporárias no fim do ano, 9% menos que em 2025
Pesquisa da Associação Comercial aponta contratações concentradas em dezembro e menor intenção de efetivação

O comércio e o setor de serviços de Campo Grande devem abrir cerca de mil vagas temporárias no último trimestre de 2026, redução de 9% em relação às 1.100 oportunidades estimadas no ano passado. A projeção é da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), que aponta maior cautela dos empresários nas contratações para o fim do ano.
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Comércio e serviços de Campo Grande devem abrir cerca de mil vagas temporárias no último trimestre de 2026, queda de 9% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da ACICG. A maioria dos empresários manterá o número de contratações, concentradas em dezembro e, em geral, limitadas a dois trabalhadores. Mudanças previstas na escala 6x1 podem levar empresas a optar por vagas permanentes. A intenção de efetivar temporários caiu de 88,6% para 75,3%, e as decisões dependerão das vendas e do cenário econômico.
Pesquisa realizada pela entidade em outubro mostra que 73% dos empresários pretendem manter o mesmo volume de contratações temporárias de 2025. Outros 22% planejam ampliar as equipes, enquanto 5% preveem redução. No ano passado, a intenção de contratar mais trabalhadores era maior, alcançando 36% dos entrevistados.
Segundo o presidente da ACICG, Omar Aukar, a redução na estimativa de vagas temporárias também está relacionada ao fim da escala de trabalho 6x1, previsto para entrar em vigor em 15 de dezembro. A mudança deve levar parte das empresas a optar por contratações permanentes para reorganizar as equipes.
"Os dados mostram que a maioria dos empresários pretende manter o volume de contratações do ano passado, mas as empresas também estão avaliando suas demandas de pessoal diante das mudanças do fim da escala 6x1. Parte dessas vagas pode ser direcionada a contratações permanentes, o que também influencia a projeção de oportunidades temporárias para este fim de ano", afirma.
Contratações – Dezembro deve concentrar a maior parte das admissões. Entre os empresários consultados, 32,35% pretendem contratar na primeira quinzena e 27,45% na segunda. Outros 11,76% planejam reforçar as equipes em novembro, enquanto 13,73% já fizeram contratações. Há ainda 14,71% que não pretendem admitir temporários.
A maior parte das empresas deve contratar poucos funcionários. Entre os empresários que informaram a quantidade de vagas previstas, aproximadamente 76% pretendem admitir até dois trabalhadores.
A pesquisa também aponta queda na intenção de efetivar os temporários. Neste ano, 75,3% dos empresários que responderam à pergunta afirmaram que pretendem manter os profissionais após o período de maior movimento. Em 2025, esse percentual era de 88,6%, diferença de 13,3 pontos percentuais.
"Mesmo em um cenário mais cauteloso, o trabalho temporário continua sendo uma oportunidade de entrada no mercado formal. A efetivação dependerá das necessidades de cada empresa, do desempenho dos profissionais e dos resultados das vendas no fim do ano", afirma Omar.
Economia – A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também está no radar dos empresários, que acompanham os possíveis efeitos da política econômica sobre o consumo, o crédito e os custos das empresas.
Para o presidente da ACICG, o desempenho das vendas nas próximas semanas será determinante para as decisões de contratação e manutenção dos empregos.
"Para o comércio, é fundamental que existam condições favoráveis para o consumidor comprar e para o empresário investir. O comportamento das vendas nas próximas semanas será importante para orientar as decisões sobre reforço das equipes e manutenção dos empregos", avalia.