Economia

Capital inicia transição de frota de coleta de lixo para combustível limpo

Futuramente, a ideia é utilizar os caminhões com biometano, combustível 100% renovável

Por Inara Silva | 14/07/2025 18:45
Capital inicia transição de frota de coleta de lixo para combustível limpo
Três caminhões representam a transição para combustíveis menos poluentes (Foto: Divulgação)

A coleta de resíduos em Campo Grande dá o primeiro passo na substituição de sua frota a diesel por veículos compressores movidos a GNV (Gás Natural Veicular).  A adoção do gás natural representa uma transição estratégica rumo ao biometano, ou seja, a ideia é utilizar os mesmos caminhões com o biometano, um combustível 100% renovável, que será produzido no próprio aterro sanitário da cidade, o Ereguaçu, que está em fase de licenciamento e concepção do projeto. 

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Produzidos somente pela empresa Scânia, cada um dos veículos adquiridos custou R,260  milhão, sendo R$ 1 milhão na aquisição e R$ 260 mil no implemento do baú para a coleta do lixo. Esse valor representa o dobro do preço de um caminhão comum, movido a diesel.

A Solurb, concessionária municipal de limpeza urbana, renovou 15 veículos de sua frota de 55,  sendo que três são movidos tanto a GNV quanto a biometano. Como ainda não há fornecimento de biometano na Capital,  a empresa inicia  período de teste com o uso  GNV, como alternativa ao diesel em um projeto piloto para entender a viabilidade dele futuramente. 

Superintendente da Solurb, Elcio Terra, explica que a iniciativa faz parte do “contrato de concessão com o município, reforça o compromisso conjunto com práticas mais sustentáveis e inovadoras na gestão de resíduos urbanos”.

Atualmente, a frota da Solurb é abastecida a diesel na própria empresa, mas os veículos de GNV passarão a ser abastecidos nos três postos que fornecem o combustível em Campo Grande. 

Diretoria da empresa Solurb apresenta um veículo (Foto: Divulgação)

“Neste primeiro momento, entramos em operação com três unidades movidas a GNV, como parte de um projeto piloto que visa avaliar o desempenho técnico e ambiental desses veículos, e assim iniciar a substituição progressiva da atual frota”, explicou o também superintendente da concessionária, Lucas Dolzan ao lembrar que a empresa irá avaliar a viabilidade operacional, incluindo, consumo, manutenção e produtividade do caminhão. 

Biometano

Futuramente, esta frota pode ser ampliada e o biometano pode ser o combustível a ser utilizado a partir de produção própria na Usina Ereguaçu. A unidade deverá ser construída no aterro sanitário de mesmo nome, que terá 90 hectares de áreas, na região da Gameleira, e tem previsão de entrar em operação em 2029. 

Na usina haverá o processamento do resíduo, que vai gerar o biogás, que é composto   98% por metano e pode ser transformado em biometano ou energia elétrica. A proposta é fazer o aproveitamento do biogás produzido no aterro e transformá-lo em biometano, decisão que será avaliada durante a implantação do processo. 

Caminhão movido a GNV e biometano custou R$ 1 milhão (Foto: divulgação)

Entre as diferenças, o GNV é combustível fóssil que oferece vantagens econômicas ambientais, como economia no abastecimento e redução da emissão de poluentes. Já o biometano é uma energia renovável produzida a partir da decomposição de matéria orgânica e pode substituir o gás natural veicular. Além disso, reduz a emissões de gases de efeito estufa e garante a independência energética.

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