Economia

Caixa Econômica recua de ação no TST, mas greve dos bancários continua

Banco reabriu negociação e suspendeu sanções, mas impasse sobre o Saúde Caixa mantém paralisação

Por Ângela Kempfer | 14/09/2026 17:15
Caixa Econômica recua de ação no TST, mas greve dos bancários continua
Anúncio de greve em agência da Caixa em Campo Grande (Foto: arquivo)

A Caixa Econômica Federal decidiu não levar ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) o impasse com os empregados que participam da greve nacional iniciada na última quinta-feira (10). Apesar do recuo, a paralisação continua por tempo indeterminado e ainda não há data definida para uma nova rodada de negociação.

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A mudança de postura foi comunicada à Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) na noite de domingo (13). No documento, o banco informou que pretende retomar as conversas com os representantes dos trabalhadores e também suspender as punições que haviam sido anunciadas em meio à mobilização.

O principal ponto de divergência continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência dos empregados. A proposta apresentada pelo banco previa aumento do limite de participação da própria Caixa no custeio, de 6,5% para 8%, além de mudanças nos valores pagos pelos beneficiários e dependentes.

Pelo modelo oferecido, os empregados passariam a contribuir com percentuais entre 2,30% e 4,10% do salário-base, conforme a idade. Para dependentes, os valores previstos variavam de R$ 480 a R$ 660, também de acordo com a faixa etária.

O pacote incluía ainda prêmio de R$ 3 mil por empregado, pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no dia 18 de setembro e a antecipação de parcelas futuras da contribuição da Caixa ao plano de saúde para ajudar a cobrir o déficit do benefício.

Também foram oferecidos R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027 e o pagamento de valores relacionados ao PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir do próximo ano.

A proposta, porém, foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleias realizadas na sexta-feira. Em São Paulo, Osasco e região, maior base da categoria no país, 68% dos participantes votaram contra os termos apresentados pelo banco.

Com isso, a greve foi mantida. A Caixa informou que os canais de negociação permanecem abertos, mas até agora não foi marcada uma nova reunião entre representantes da instituição e dos sindicatos.

Enquanto o impasse continua, clientes são orientados a utilizar canais alternativos para movimentações bancárias. Entre as opções estão aplicativo, internet banking, WhatsApp, Caixa Tem, caixas eletrônicos, Banco24Horas e atendimento telefônico.

No Banco do Brasil, a mobilização teve alcance menor. Parte das bases chegou a aderir à paralisação, mas a maior parte da categoria aprovou a proposta apresentada pela instituição e encerrou o movimento na sexta-feira. Algumas bases, no entanto, ainda permanecem mobilizadas.

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