Direto das Ruas

Preocupada com filha gestante, mãe pede atendimento "melhor e humano" na Capital

Com dilatação e já sem tampão mucoso, grávida percorreu maternidade e hospital

Por Cassia Modena e Kamila Alcântara | 01/03/2025 11:45
Preocupada com filha gestante, mãe pede atendimento "melhor e humano" na Capital
Bruna, com 39 semanas de gestação, ficou horas sentada em cadeira no HU (Foto: Direto das Ruas)

A atendente de padaria, Maria Aparecida Rodas, 44, relatou preocupação com o atendimento que a filha Bruna, 21, recebeu em maternidade e hospital da rede pública de Campo Grande desde que a hora do parto começou a dar sinais. 

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Em mensagens enviadas pelo Direto das Ruas ontem (28) e na madruga de hoje (1º), a mãe conta que a jovem está gestante de 40 semanas e percorreu dois locais nos últimos dias. 

Um deles é a Maternidade Cândido Mariano, onde a grávida esteve na terça-feira (25). "Lá, falaram que não estava na hora e pediram para fazer ultrasson. Eles foram muito grossos com a gente e mandaram para casa", afirma.

Ontem de manhã, a gestante procurou o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), o HU da Capital. 

"Ela fez outro ultrasson e ficou na cadeira sentada até 13h, esperando vir aquela dor forte eles querem que venha. Ficou sem comer nada e só deram sulfato ferroso para ela", diz a mãe.

Ainda segundo Maria, outras mulheres ao lado de Bruna estavam sentadas por horas em cadeiras.

A gestante procurou atendimento porque sente dor "no pé da barriga", tem dilatação e perdeu o tampão mucoso. A mãe teme pela saúde da filha e do neto, embora tenha ouvido de médicos que os dois estão bem.

"Espero que ajude, só queremos um atendimento melhor, pois somos todos iguais e humanos"

Maternidade e hospital - A reportagem procurou a ouvidoria da Maternidade Mariano nesta manhã e questionou o primeiro atendimento. Não houve retorno até a publicação desta matéria.

A assessoria de imprensa do Humap respondeu, por nota, de acordo com a Política Nacional de Assistência ao Parto Normal, a cesariana é indicada apenas em casos específicos, quando há risco para a mãe ou para o bebê. A recomendação é que, sempre que possível, o parto seja realizado de forma vaginal, uma vez que oferece benefícios para a recuperação da mãe e para a saúde do bebê.

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