Direto das Ruas

Mulher desaparecida após sair do CAPS é encontrada perto de casa

Thamara foi reconhecida por um homem que viu o cartaz de procura nas redes sociais e acionou a família

Por Ketlen Gomes | 26/05/2025 13:49
Mulher desaparecida após sair do CAPS é encontrada perto de casa
Thamara está bem, seguirá o tratamento em casa e já está com os familiares. (Foto: Direto das Ruas)

Desaparecida desde sexta-feira (23), após sair do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Jardim São Bento, Thamara da Silva de Lima, de 31 anos, reencontrou a família neste domingo (25). Ela foi reconhecida por um homem que viu o cartaz de procura nas redes sociais.

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Priscila Brandão, de 32 anos, prima de Thamara, foi quem a encontrou. Um jovem que tinha visto a foto da mulher a reconheceu caminhando nas proximidades do Bairro Estrela do Sul, próximo de onde Thamara mora. Ele avisou Priscila, manteve-se por perto acompanhando o trajeto dela e enviou a localização até que a prima chegasse.

Segundo Priscila, Thamara estava bem, apesar das circunstâncias. Ela vendeu alguns pertences para conseguir se alimentar e estava sem tomar banho. Agora, já está em casa, junto da mãe e das filhas, e seguirá o tratamento com a receita recebida no CAPS.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou, por meio de nota, que Thamara teria saído do CAPS acompanhada de uma tia no último dia 18 de maio, o que contraria a versão da família. Priscila acredita que houve confusão com outra paciente, já que sua prima foi internada no dia 14 de maio e desapareceu na sexta-feira (23), após ser desligada do atendimento.

Ela confirma ainda a versão já apresentada por outros familiares, de que Thamara foi desligada do tratamento por ter tomado café destinado aos funcionários. “Estive lá na quinta-feira (22) e ela já tinha reclamado que não tinha café”, conta Priscila. Ela diz entender que o café é oferecido aos pacientes apenas no período da manhã, mas não considera isso motivo para alta da paciente.

Priscila também questiona a informação da Sesau, de que Thamara teria deixado a unidade consciente. Segundo ela, a prima fazia uso de vários medicamentos para o tratamento e, durante visitas, a família frequentemente a encontrava dopada. “Quem me garante que ela estava consciente com tanto remédio que tomava?”, indaga.

Para Priscila, o motivo dado pelo CAPS para o desligamento da paciente foi “bobo”. Ela chegou a acreditar que a saída da prima poderia ter sido por violar regras mais graves.

Ainda conforme relato da família, Thamara deixou o local acompanhada de outro interno, que vive em situação de rua e se preocupou com ela, decidindo acompanhá-la até em casa.

Priscila reconhece a importância do serviço prestado pelo CAPS, mas acredita que houve falha no atendimento.

A reportagem procurou a Sesau para esclarecer a divergência nas informações, mas a secretaria seguiu afirmando que a paciente saiu acompanhada por uma tia.

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