Direto das Ruas

Mães de bebês e de menino com meningite apelam por vagas em hospitais da Capital

Casos de doenças respiratórias sobrecarregam rede pública desde abril

Por Cassia Modena | 27/05/2025 10:57
Mães de bebês e de menino com meningite apelam por vagas em hospitais da Capital
Bebê de 1 mês que está com bronquiolite (à. esq.) e menino de 4 anos que está com suspeita de meningite (à dir.) (Fotos: Direto das Ruas)

A semana segue com unidades de pronto atendimento superlotadas em Campo Grande, além de vagas insuficientes nos hospitais. As doenças respiratórias continuam pressionando a rede pública e deixando principalmente crianças à espera do atendimento adequado para casos graves. O Direto das Ruas recebeu três relatos com apelos por vaga só nesta terça-feira (27).

RESUMO

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Um deles foi feito pela consultora de vendas Amanda Matos, mãe de um menino de 4 anos que está com meningite. Ele está em quarto isolado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Coronel Antonino) desde sábado (24).

Por mais que esteja tomando antibiótico e remédio para dor na unidade, o garoto precisa fazer um exame para identificar qual tipo de meningite que contraiu e começar um tratamento direcionado. "Isso não é possível fazer aqui, é só em hospital, segundo os médicos", diz a mãe.

Amanda conta ainda que houve confusão com o formulário de pedido de vaga dentro da unidade, que contribuiu para demora ainda maior em consegui-la. "Colei na porta do quarto onde meu filho está, mas o médico não preencheu nem assinou. Depois, me disseram que perderam a ficha dele na unidade", fala.

Bebês - Na área vermelha do CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, a auxiliar de cozinha Katiele da Silva acompanha a filha de apenas 1 mês e 6 dias. A menina está com bronquiolite e quadro de icterícia preocupante. 

A bebê está no local desde sexta-feira (23) e também precisa ser tratada no ambiente hospitalar, segundo a mãe, que está ao lado de outros três recém-nascidos que também estão com bronquiolite e aguardam vaga de internação. "Não é fácil, estou com dor de cabeça e não consigo dormir", desabafa. A auxiliar de cozinha tem outros quatro filhos que são cuidados pela família enquanto ela faz o que pode pela caçula no CRS.

Outra bebê que está no mesmo local foi entubada. O quadro é grave e ela precisa de vaga em hospital com urgência. A reportagem ainda não conseguiu contato com a mãe para atualizar o caso e saber de mais detalhes.

Transferência - A Secretaria Municipal de Saúde foi questionada sobre a previsão de garantir as vagas para o menino e para as bebês e respondeu que está buscando soluções aos casos, especialmente para transferir a bebê entubada, que é o mais crítico. 

"É importante informar que nenhuma unidade hospitalar está com ventilador respiratório disponível neste momento, sendo inviável a transferência da criança para uma unidade hospitalar para ficar em uso de ambu enquanto onde está, ela segue em suporte ventilatório, o que garante o conforto necessário para que o organismo se recupere. A pasta segue em contato com os hospitais da Capital para que seja feita a transferência da paciente o mais rapidamente possível", disse em nota.

Quanto à vaga para o menino com meningite, ela saiu após a publicação da matéria. Já a bebê com icterícia não apresenta quadro respiratório, ainda segundo a Sesau, e por isso deve continuar internada na unidade de pronto atendimento, a não ser que precise realizar exame específico em hospital.

Matéria editada após a publicação para acrescentar retorno da Sesau.

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