Direto das Ruas

Idosa que pagava R$ 250 de luz recebe cobrança de R$ 21 mil

Família afirma que aposentada mantém os mesmos hábitos de consumo e procurou a Defensoria Pública

Por Mariana Facirolli | 03/11/2026 12:46

Acostumada a pagar cerca de R$ 250 por mês de energia elétrica, a aposentada Sara Evangelista Ibraim, de 86 anos, levou um susto ao receber cobranças que somam R$ 21 mil referentes aos meses de setembro e outubro. O valor é muito superior ao das faturas anteriores e, segundo a família, foi mantido pela Energisa mesmo após uma vistoria no medidor da residência.

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Sara mora sozinha em uma casa no Bairro Guanandi, região sul de Campo Grande. Segundo a filha, a aposentada utiliza poucos equipamentos elétricos: duas geladeiras, chuveiro, televisão e máquina de lavar, todos com moderação.

“Ela é uma senhorinha bem econômica, quase não deixa o ventilador e a televisão ligados. O consumo na casa dela não é alto”, afirmou a filha.

A família conta que guarda as faturas dos últimos quatro anos, período em que as contas mantiveram média de R$ 250. No entanto, em setembro e outubro, a cobrança chegou a R$ 21 mil, divididos em uma parcela de R$ 10.454 e outras oito de valores menores.

Surpresa com o aumento, a filha procurou a Energisa para questionar os valores. Segundo ela, uma equipe foi até a residência e realizou um teste no medidor de energia. A concessionária teria informado que o equipamento funcionava corretamente e registrava consumo de 4.828 quilowatts-hora (kWh).

Idosa que pagava R$ 250 de luz recebe cobrança de R$ 21 mil
Faturas de meses anteriores registram valores abaixo do atual (Foto: Direto das Ruas)

Mesmo após a contestação da família, a cobrança foi mantida. Sem conseguir resolver o problema diretamente com a empresa, os familiares procuraram a Defensoria Pública para buscar a revisão dos valores.

O caso foi relatado ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. A reportagem procurou a Energisa para esclarecer a diferença entre as faturas e o resultado da vistoria, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto.

(Com supervisão de Guilherme Cavalcante)

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

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