Direto das Ruas

Com dedo inflamado há dias, paciente alerta para greve dos ortopedistas

Sindicato dos médicos diz que não foi avisado da paralisação, mas confirma movimento

Por Kamila Alcântara | 12/09/2024 19:02
Com dedo inflamado há dias, paciente alerta para greve dos ortopedistas
Entrada principal da Santa Casa de Campo Grande (Foto: Arquivo Campo Grande News)

Mulher de 39 anos enfrenta uma via sacra para conseguir retirar um pino do dedo indicador. Mesmo com o local visivelmente inflamado, na última terça-feira (10), ela não foi atendida no retorno à Santa Casa de Campo Grande sob a alegação de que médicos ortopedistas estão em greve.

Pelo Direto das Ruas, a paciente conta que precisou passar pelo método de restauração após ter o membro prensado na porta do carro, no começo do mês de julho. Ela enfrentou a fase de recuperação e a retirada do pino metálico estava agendada para o dia 10, mas não aconteceu. 

“Fui na terça, no horário marcado e, chegando lá, a enfermeira responsável pelos atendimentos disse que o meu médico ortopedista estava de greve e que os presentes não podiam me atender", conta.

Paciente está com o pino no dedo indicador desde o dia 10 de julho (Foto: Direto das Ruas)

O local já apresentava sinais de infecção, além de dores, então ela foi até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, mas não foi atendida ou encaminhada para outro setor público ortopédico. Ela esperou, mas retornou ao hospital nesta quinta-feira (12) e recebeu outra negativa. 

"Não fui atendida outra vez, então pedi ajuda para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que está tentando me encaixar no atendimento noturno do Centro de Especialidades Médicas. Pelo menos é uma luz, porque não aguento mais tomar dipirona. São 60 dias com isso no dedo", desabafa. 

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com o SinMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) e confirmou o início do movimento na Ortopedia da Santa Casa, mas garante que não foi oficialmente comunicado sobre as reivindicações. Sem essa comunicação, o sindicato não consegue intermediar a negociação.

O hospital foi questionado sobre a situação, tanto da paciente quanto dos profissionais, ainda no começo da tarde, mas não enviou um posicionamento. O canal está aberto para esclarecimentos.

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