Direto das Ruas

Após caminhão atolar, Fiat Uno fica preso em cratera no Parque do Sol

Veículo parou com a frente numa vala aberta pela chuva; moradores reclamam das condições da rua

Por Viviane Oliveira e Kamila Alcântara | 16/10/2026 12:24

Fiat Uno ficou com a parte dianteira numa cratera na manhã desta sexta-feira (16), na Rua Professor Antônio Teófilo Cunha, próximo ao número 415, no Bairro Parque do Sol, região do Lageado, em Campo Grande. O incidente ocorreu no mesmo trecho onde um caminhão carregado com refrigerantes ficou atolado na tarde de quinta-feira (15), após a forte chuva que atingiu a Capital.

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A enxurrada abriu uma vala profunda na via, deixando terra exposta e dificultando a passagem de veículos. Embora a rua tenha trechos asfaltados, moradores reclamam dos buracos, da lama e do mato que avança sobre a pista.

O motorista do Fiat Uno, Gustavo Falcão, 21 anos, contou que fazia uma entrega quando acabou caindo no buraco. Segundo ele, olhou o mapa durante o trajeto e, ao voltar a atenção para a rua, não conseguiu frear a tempo.

“Eu faço entregas da Shopee. Dei uma olhadinha no mapa e, quando olhei de novo, vi o buraco. Aí não deu mais tempo de frear e acabei caindo nele”, relatou.

O motorista afirmou que não conhecia a região e passava pelo local pela primeira vez. Ele reconheceu que houve um momento de desatenção, mas disse que não imaginava que a cratera fosse tão profunda. “Foi um momento de desatenção meu, eu não vi. Mas é complicado, eu não imaginei que o buraco fosse tão fundo assim”, disse.

Após o incidente, o pai do motorista foi ao local para ajudar, e a família acionou um guincho para retirar o veículo. Até o momento da entrevista, ele ainda não sabia quanto teria de pagar pelo serviço.

Na quinta-feira, uma das rodas de tração do caminhão ficou presa na vala, na esquina com a Rua Leia Maria Barbosa Marques. O motorista tentou retirar o veículo sozinho, mas não conseguiu. Foi necessário o auxílio de um guincho para fazer a remoção.

Menos de 24 horas depois, o Fiat Uno também ficou preso na cratera, com a frente inclinada para dentro do buraco. A situação voltou a dificultar a circulação de veículos pelo trecho.

A dona de casa Daiane do Carmo Oliveira, de 31 anos, mora próximo ao local e conta que os problemas se repetem sempre que chove. Segundo ela, as condições da rua dificultam a entrada e a saída dos moradores de suas próprias casas.

“Toda vez que chove é esse alagamento, a gente que tem carro não consegue sair nem entrar em casa. A rua toda está abandonada, toda esburacada e com um matagal na frente. Toda chuva tem carro atolando, moro há anos aqui e sempre é essa situação”, relatou.

Além da erosão, Daiane reclama da falta de manutenção e afirma que, embora a rua conste como asfaltada, a pavimentação não existe em toda a extensão. Em alguns pontos, o mato avança sobre a via, enquanto os buracos dificultam a circulação de veículos.

A reportagem entrou em contato com a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para saber se a rua está incluída no cronograma de manutenção e se há previsão de reparos, mas ainda aguarda retorno.

 

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