Interior

Vigilância coleta fórmula consumida por criança internada com intoxicação

Fiscalização iniciada ontem já encontrou produto proibido em 3 estabelecimentos

Por Helio de Freitas, de Dourados | 14/01/2026 16:09
Vigilância coleta fórmula consumida por criança internada com intoxicação
Fiscais da Vigilância Sanitária analisam lata de fórmula infantil exposta em mercado (Foto: Divulgação)

A Vigilância Sanitária Municipal coletou nesta quarta-feira (14) amostras da fórmula infantil consumida pela menina de dois meses de vida internada há quatro dias em hospital particular de Dourados com suspeita de intoxicação.

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A coleta foi feita a pedido da Vigilância Sanitária Estadual, que vai examinar o produto para saber se foi o alimento que provocou o quadro de infecção.

No dia 7 deste mês, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização de várias marcas de fórmulas infantis da Nestlé após identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

O Campo Grande News apurou que a criança mora em Douradina, cidade vizinha de Dourados. Ela foi internada no sábado (10) com quadro de infecção. O estado de saúde ainda é considerado grave, ela respira com ajuda de aparelhos, mas já apresenta reação positiva ao tratamento.

Ontem, a Vigilância Sanitária do município iniciou fiscalização em farmácias e supermercados de Dourados para assegurar a retirada de circulação dos alimentos com nomes Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino cujos lotes foram vetados pela Resolução nº 32/2026, publicada pela Anvisa.

Até esta quarta-feira, 34 estabelecimentos foram fiscalizados. Em duas farmácias, os fiscais encontraram produtos dos lotes proibidos, mas já retirados das prateleiras. Entretanto, um supermercado ainda mantinha unidades das fórmulas proibidas à venda. O estabelecimento alegou não saber da proibição e foi notificado para fazer o recolhimento imediato das embalagens.

“A orientação é para que os pais ou responsáveis fiquem atentos para os lotes desses alimentos e que, na dúvida, substituam o produto para prevenir eventual intoxicação”, afirmou a Vigilância Sanitária de Dourados. A ingestão de alimentos contaminados pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.

A fabricante informou que o recolhimento dos produtos ocorre em âmbito global após a detecção da toxina em um ingrediente proveniente de fornecedor internacional de óleo terceirizado, utilizado pela fábrica localizada na Holanda.

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