Interior

Três dos suspeitos feridos em confronto com PM recebem alta

Apenas um dos envolvidos foi autuado em flagrante; caso é investigado pela Polícia Civil

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 27/01/2026 23:32
Três dos suspeitos feridos em confronto com PM recebem alta
Policial vigia local onde ocorreu confronto; ao fundo, Gol prata usado pelos suspeitos. (Foto: Leandro Holsbach)

Três homens que se feriram em confronto com policiais da Força Tática de Dourados, município situado a 251 quilômetros de Campo Grande, nesta terça-feira (27), já receberam alta hospitalar. O confronto envolveu cinco homens em regime semiaberto, que saíram do presídio na manhã do mesmo dia.

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Conforme apurado pela reportagem, apenas Juliano Silva Souza, de 33 anos, foi autuado em flagrante por atirar contra os policiais e porte de arma de uso restrito. Os outros dois feridos foram liberados após depoimento e arrolados como testemunhas. Eles estavam em um Volkswagen Gol prata 2013 e foram abordados pelos policiais após denúncia de vizinhos sobre indivíduos armados.

Ao serem abordados, os suspeitos abriram fogo contra a viatura. Nenhum policial foi atingido.

Dois dos homens, Ualisson Domingos da Silva, de 27 anos, e Claudeir Caceres Santos, de 44 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram. Já os três feridos são Juliano Silva Souza, Antônio Carlos Frigotto Hoffmann, de 30 anos, e Tancredo Alexandre Ferreira Alves, de 40 anos.

Durante a ação, os policiais apreenderam quatro armas: dois revólveres e duas pistolas, além de munições, 34 gramas de maconha, dois celulares, uma carteira com documentos e R$ 354 em espécie. O veículo usado pelo grupo também foi recolhido e encaminhado à delegacia. As armas usadas pelos policiais - dois fuzis e uma pistola - também foram recolhidos, para perícia.

Segundo a investigação, o grupo possuía extensa ficha criminal. Juliano responde por duplo homicídio, porte ilegal de arma, desobediência e roubo à mão armada. Antônio tem antecedentes por tráfico de drogas; Tancredo, conhecido como “Pescoço”, registra passagens por ameaça, furto, tentativas de homicídio e violência doméstica.

Já Claudeir era apontado como simpatizante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e tinha histórico de violência e roubos, enquanto Ualisson possuía antecedentes por tentativa de homicídio, tráfico e desobediência à Justiça.

A polícia informou que o grupo agia de forma organizada e que a denúncia inicial sobre a presença armada havia sido repassada ao DOF (Departamento de Operações de Fronteira) minutos antes da abordagem.

Durante o confronto, os homens saíram abruptamente do veículo portando armas, e alguns chegaram a ser atingidos por estilhaços. Os policiais prestaram socorro imediato aos feridos e isolaram o local para perícia.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil

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