Interior

Rio Verde do Pantanal? Moradores defendem mudança pensando no turismo

Projeto está na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e deve ser analisado na semana que vem

Por Gabriel Neris e Maria Gabriela Arcanjo | 25/06/2025 09:39
Rio Verde do Pantanal? Moradores defendem mudança pensando no turismo
Entrada do município de Rio Verde, a cerca de 200 km de Campo Grande (Foto: Divulgação)

A ideia de mudar o nome de Rio Verde de Mato Grosso para Rio Verde do Pantanal não é só uma questão administrativa, é um movimento cultural que mexe com o imaginário local. O projeto de lei que propõe essa alteração está tramitando na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) e, na próxima semana, deve ser analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). 

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Mas, enquanto a decisão não vem, a cidade de 23 mil habitantes, localizada a 200 km de Campo Grande, já vive a expectativa de um possível novo nome que faz referência ao maior bioma de água doce do mundo.

Criada em 1953, o município tem suas raízes históricas e culturais ligadas a Mato Grosso do Sul, mas o nome “Rio Verde do Pantanal” promete colocar o município ainda mais no radar do turismo e da identidade regional. Afinal, 57,9% de sua área está coberta por este imenso território de belezas naturais. 

O que pensam os moradores?

Para a maioria dos moradores, a mudança de nome é mais do que uma simples alteração administrativa. É um movimento que coloca a cidade de Rio Verde de Mato Grosso ainda mais perto do Pantanal, com tudo o que ele representa: uma cultura rica, uma paisagem deslumbrante e um potencial turístico imenso. Para outros, o momento talvez não seja o mais oportuno, diante de problemas urgentes como a saúde pública local. 

A assistente administrativa Bianca Araújo Dorneles, de 28 anos, vê a mudança com bons olhos. “Na maioria das vezes, as pessoas confundem. Colocando ‘Pantanal’, acredito que vai diminuir essa confusão. As pessoas realmente acham que a cidade fica no Mato Grosso”, afirma ela, que acredita que o nome ajudará a deixar claro que a cidade está no Mato Grosso do Sul, e não no estado vizinho.

Para Brendo Diniz, de 23 anos, a proposta também faz sentido, mas de uma forma mais estética. “O nome é bonito e valoriza o Estado. Faz referência a um lugar que é perto da gente”, diz. Embora ele não considere que o nome atual traga confusão, a ideia de associar a cidade ao Pantanal é uma proposta interessante para fortalecer a identidade local.

Balneário 7 Quedas, atrativo turístico do município (Foto: Divulgação)

Entre os mais jovens, a mudança de nome é vista com otimismo, especialmente no que se refere ao turismo. Ana Flávia Rezende, de 23 anos e moradora há 13 anos, acredita que a alteração ajudará a fortalecer o turismo na região. "Acho que as pessoas vão começar a associar mais a cidade ao lugar onde realmente está", comenta ela, destacando a proximidade com o Pantanal como um atrativo natural que pode ajudar a cidade a se destacar ainda mais no cenário turístico.

Por outro lado, o empresário Cosme Almeida, de 64 anos, tem uma visão mais crítica sobre o momento escolhido para a mudança. Morador de Rio Verde de Mato Grosso há 38 anos, Cosme reconhece a importância da mudança de nome, mas acredita que “há coisas mais sérias, como a saúde precária, que precisam ser tratadas antes”. “Será que essa mudança não vai custar demais aos cofres públicos? O que realmente importa é a qualidade de vida para a população”, questiona ele.

Rio Verde de Mato Grosso está localizada na Rota Norte de Mato Grosso do Sul, um circuito turístico que inclui cidades como Coxim, São Gabriel do Oeste e Alcinópolis. A mudança de nome, portanto, visa reforçar a imagem de Rio Verde como um destino turístico, destacando sua localização no Pantanal, um dos maiores e mais ricos biomas do mundo.

Vista aérea do município da região norte de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

A mudança de nome foi iniciada pelo prefeito Réus Fornari (PP) e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal. O projeto em tramitação na Alems também aponta que, para cumprir a Constituição Estadual, será necessário encaminhar a proposta ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) para que seja realizado um plebiscito, consultando a população do município sobre a mudança de nome. A cidade tem hoje 

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