Interior

Ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraná é reinaugurada após 4 meses de obras

Estrutura de 3,6 km entre Mundo Novo e Guaíra recebeu novo asfalto, reparos estruturais e iluminação solar

Por Jhefferson Gamarra | 05/11/2026 18:54
Ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraná é reinaugurada após 4 meses de obras
Estrutura de 3,6 quilômetros conecta Mundo Novo (MS) a Guaíra (PR) (Foto: Divulgação)

Uma das principais ligações rodoviárias de Mato Grosso do Sul com o Paraná, a Ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Paraná, foi reinaugurada nesta quinta-feira (5), após quatro meses de obras para melhorar as condições de tráfego e ampliar a segurança dos motoristas. Localizada na BR-163, a estrutura de 3,6 quilômetros conecta Mundo Novo (MS) a Guaíra (PR), em um trecho estratégico para o transporte de cargas e o deslocamento entre os dois estados, próximo à fronteira com o Paraguai.

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As intervenções incluíram a substituição do pavimento asfáltico, reparos estruturais, manutenção do sistema de drenagem e revitalização da sinalização vertical e horizontal. A ponte também recebeu um novo sistema de iluminação alimentado por energia solar, além da substituição de dispositivos refletivos instalados ao longo da pista.

Os serviços foram executados pela Via Campo, concessionária responsável pela operação, manutenção e modernização do Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, que reúne 433 quilômetros de rodovias federais e estaduais. Os trabalhos ocorreram principalmente durante a noite, estratégia adotada para reduzir os impactos no trânsito e manter a circulação de veículos durante o período de obras.

A Ponte Ayrton Senna tem papel importante na conexão entre corredores logísticos das regiões Oeste e Norte do Paraná, que também atendem ao transporte de produtos agrícolas e à integração entre áreas de produção e centros urbanos. Para Mato Grosso do Sul, a estrutura representa uma ligação rodoviária estratégica com o estado vizinho.

Trabalho de recuperação ocorreu principalmente durante a madrugrada (Foto: Divulgação)

Uma das principais mudanças foi a implantação de um novo sistema de iluminação na pista elevada sobre o Rio Paraná. Ao todo, foram instalados 227 postes com tecnologia fotovoltaica, que substituíram os equipamentos antigos.

O sistema capta a radiação solar durante o dia e transforma a energia em eletricidade, que fica armazenada em baterias para ser utilizada à noite. A estrutura funciona de maneira independente da rede elétrica convencional.

Também foram substituídos 460 catadióptricos de barreira, conhecidos como olhos de gato. Instalados nas laterais da pista, os dispositivos refletem a luz dos faróis dos veículos e ajudam os motoristas a identificar os limites da via e acompanhar o traçado da ponte durante a noite.

Outro reforço na sinalização foi a instalação de 1.867 tachas refletivas, popularmente chamadas de tartarugas. Desse total, 1.382 são brancas e vermelhas e outras 485 são amarelas. Fixados diretamente no pavimento, os dispositivos auxiliam na delimitação das faixas de rolamento e na orientação dos condutores, principalmente durante a noite e em situações de baixa visibilidade.

Concessão e investimentos - A Ponte Ayrton Senna passou a integrar, em 2026, o sistema rodoviário concedido à iniciativa privada, sob regulação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), vinculada ao Ministério dos Transportes.

Desde abril deste ano, a Via Campo administra os 433 quilômetros que compõem o Lote 5. O contrato de concessão tem duração de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 11 bilhões em investimentos e custos de operação ao longo do período.

O planejamento inclui 238,57 quilômetros de duplicações. Desse montante, cerca de R$ 6,7 bilhões serão destinados a obras de ampliação e melhorias estruturais, enquanto aproximadamente R$ 5,1 bilhões estão previstos para operação e manutenção da malha rodoviária.

Classificada como Obra de Arte Especial, denominação técnica utilizada para estruturas como pontes e viadutos, a Ayrton Senna integra um conjunto de 68 estruturas desse tipo contempladas pela concessão.

Com a conclusão das intervenções, a ponte continuará passando por inspeções e monitoramento periódico das equipes técnicas da concessionária. O acompanhamento permitirá avaliar as condições da estrutura, identificar necessidades de manutenção e programar ações preventivas e corretivas. Os trabalhos são fiscalizados pela ANTT.

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