Interior

Perseguido e morto a tiros esmagava remédio e vendia como cocaína

Segundo a polícia, disputa por venda de droga motivou assassinato de Anderson Pavão; autor está preso

Por Helio de Freitas, de Dourados | 18/07/2025 11:05
Perseguido e morto a tiros esmagava remédio e vendia como cocaína
Acusado de matar “concorrente” do tráfico é conduzido à delegacia (Foto: Osvaldo Duarte)

A Polícia Civil desencadeou operação nesta sexta-feira (18) tendo como alvos três suspeitos de participação no assassinato de Anderson Gonzales Pavão, 41, ocorrido na madrugada de 1º deste mês, em Dourados, a 251 km de Campo Grande.

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De acordo com o delegado Lucas Albe Veppo, chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), a morte de Anderson foi motivada por disputa pelo comércio de drogas na região da Praça Paraguaia, conhecida como “cracolândia de Dourados”.

A polícia descobriu que Anderson esmagava comprimidos de medicamento e vendia como se fosse cocaína. Com o dinheiro apurado nas vendas, comprava droga para satisfazer o próprio vício.

O principal suspeito é Maicon Renovato Correia, 23, o “Amarelinho”. Ele é acusado de planejar e executar o crime após o desafeto tomar seus clientes (dependentes químicos). Maicon tinha sido preso há alguns dias, por tráfico, e já estava recolhido na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Na manhã de hoje, ele foi levado para a sede do SIG para cumprimento do novo mandado de prisão preventiva. A moto usada pelo autor no momento do assassinato também foi apreendida durante as buscas nesta manhã.

O irmão de Maicon, de 19 anos, e outro homem, de 20, também foram conduzidos à delegacia, mas serão liberados. A polícia ainda investiga a participação deles no crime.

Moto usada pelo autor no momento do assassinato foi apreendida (Foto: Leandro Holsbach)

O crime – Anderson Gonzales Pavão foi perseguido e morto com três tiros quando caminhava pela Rua São Francisco, no Jardim Itália. Testemunhas informaram terem ouvido barulho de moto e, na sequência, os disparos.

Ele ainda conseguiu entrar no terreno de um imóvel, mas caiu e morreu antes de receber socorro. A perícia constatou dois nas costas e um na cabeça. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes do depoimento de “Amarelinho”.

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