MPT investiga morte de gari atropelado por caminhão de lixo durante trabalho
Patrick Borborema, de 48 anos, cursava Medicina no Paraguai e morreu na coleta de resíduos

O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte do gari Patrick Revert Borborema, de 48 anos, atropelado pelo caminhão de coleta de lixo em que trabalhava, no dia 20 de outubro, no Jardim Primavera, em Ponta Porã. O órgão notificou a prefeitura para prestar esclarecimentos sobre o acidente.
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O MPT informou que registrou uma Notícia de Fato no mesmo dia do acidente e, posteriormente, converteu o caso em procedimento preparatório. No dia 21 de outubro, o órgão notificou o Município de Ponta Porã para apresentar, no prazo de 15 dias, esclarecimentos sobre a ocorrência e documentos relacionados ao caso.
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O Ministério Público do Trabalho também encaminhou ofícios a outros órgãos para reunir informações que ajudem a esclarecer as circunstâncias do atropelamento. “Em razão do caráter sigiloso das diligências, os detalhes não podem ser divulgados neste momento, a fim de preservar o regular andamento da investigação”, informou o MPT-MS.
O acidente - Patrick trabalhava na coleta de lixo ao lado de outros dois garis, que estavam com ele na plataforma traseira do caminhão. Durante uma manobra, o trabalhador teria escorregado e caído, momento em que o próprio veículo o atingiu. Ele morreu no local.
Uma câmera de segurança registrou o acidente. A Polícia Civil também investiga o caso e, conforme informou à reportagem na terça-feira (27), aguarda a conclusão do laudo da perícia para esclarecer a dinâmica do atropelamento e verificar se houve alguma responsabilidade pela morte do trabalhador.
Servidor público concursado, Patrick trabalhava na coleta de resíduos havia cerca de três anos e cursava o quinto ano de Medicina na UPAP (Universidad Politécnica y Artística del Paraguay), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele pretendia concluir a graduação em 2027.
Após o acidente, a Prefeitura de Ponta Porã afastou por uma semana os colegas que presenciaram o atropelamento e ofereceu apoio psicológico à equipe. O município também custeou o traslado do corpo para Montes Claros (MG), onde ocorreu o sepultamento no dia 22 de outubro.
A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Ponta Porã e aguarda retorno.