Interior

MP cobra revisão de cargos comissionados sem função definida em Três Lagoas

Funções genéricas e temporários concentram 65% das contratações no município

Por João Vitor Marques | 20/01/2026 09:15
MP cobra revisão de cargos comissionados sem função definida em Três Lagoas
Prefeitura de Três Lagoas deve revisar plano de cargos comissionados (Foto: Prefeitura - Três Lagoas)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recomendou que a Prefeitura de Três Lagoas realize uma revisão completa no Plano de Cargos e Salários do município, isso porque as leis atuais não fixam quais atividades devem ser desempenhadas por cargos em comissão ou por servidores efetivos.

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De acordo com um estudo técnico realizado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), no momento, é impossível identificar quais as atribuições dos cargos em comissão do município, que são descritas de forma genérica nas leis. Além disso, apenas 5 funções totalizam 65 % das contratações de pessoal temporário. Na lista estão funções de professor convocado, profissional de apoio à inclusão escolar, cuidador plantonista, educador social e sssistente social.

Na orientação, o Ministério Público determina que a prefeitura ajuste o texto final do Projeto de Lei da Reforma Legislativa de Três Lagoas, com o levantamento de todos os cargos efetivos, comissionados e funções gratificadas existentes no Município, além de uma revisão completa e adequação dessas funções.

O órgão também solicita que as funções sejam aprovadas por lei, com a denominação do cargo, objetivos e atribuições específicas. Posteriormente, o Município deve divulgar essas informações no Diário Oficial ou por site institucional. A recomendação foi expedida na sexta-feira (16).

A prefeitura deve informar, em até 30 dias, se acata a recomendação e indicar quais medidas já foram adotadas. Caso acate, o Município terá que apresentar, em até 90 dias, documentação que comprove as providências tomadas para a solução do problema. O MPMS alerta que o não cumprimento poderá resultar em medidas administrativas e judiciais.

A recomendação foi enviada também à Câmara Municipal e ao Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público e Fundações de Três Lagoas. A reportagem entrou em contato com a prefeitura para questionar se as medidas serão acatadas. O espaço segue aberto.

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