Interior

MP cobra regras de segurança para blocos do Carnaval de Corumbá

Evento reúne mais de 50 mil foliões por dia e descumprimento pode resultar até na interrupção de desfiles

Por João Vitor Marques | 04/02/2026 08:23
MP cobra regras de segurança para blocos do Carnaval de Corumbá
Carnaval de Corumbá leva 50 mil foliões por dia para as ruas (Foto: Renê Carneiro/Prefeitura de Corumbá)

Com expectativa de reunir mais de 50 mil foliões por dia, o Carnaval de Corumbá em 2026 será acompanhado de perto pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O órgão estabeleceu uma série de exigências de segurança, organização e cumprimento de horários aos organizadores dos blocos e ao Executivo municipal. O descumprimento das medidas pode resultar até na interrupção de desfiles.

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A recomendação foi emitida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Corumbá e tem como base um relatório técnico do 6º Batalhão da Polícia Militar. O documento aponta problemas recorrentes em edições anteriores da festa, como atrasos no início dos desfiles, extrapolação do tempo permitido e aglomerações excessivas, o que dificultou a atuação preventiva dos órgãos de segurança.

O MPMS orientou o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira (PSB), a diretora-presidente da Fundação da Cultura, Wanessa Pereira Rodrigues, além dos representantes de blocos oficiais, independentes e blocos de sujos, a adotarem imediatamente as medidas recomendadas, sob pena de responsabilização.

Entre os pontos centrais está a proibição total de bebidas em recipientes de vidro dentro das áreas privativas dos blocos e nos carros de apoio. A vedação vale para venda, porte, distribuição e circulação de garrafas e copos de vidro, sendo permitido apenas o uso de copos plásticos e latas, como forma de reduzir o risco de cortes e ferimentos graves entre os foliões.

A recomendação também determina o cumprimento rigoroso dos horários oficiais de desfile e dispersão, para evitar “buracos” na avenida, sobreposição de blocos e aglomerações consideradas perigosas. Os organizadores devem respeitar ainda o trajeto e o percurso definidos pelo Município e pelos órgãos de segurança, sem paradas não programadas que possam obstruir vias de emergência.

Outra exigência é a contratação de segurança privada em número compatível com o público estimado de cada bloco, além da manutenção de brigadistas capacitados para prevenção de incêndios e atendimento de emergências médicas. Todos os trios elétricos, carros de apoio e alegorias deverão passar por vistoria prévia do Corpo de Bombeiros, condição obrigatória para autorização do desfile.

O Ministério Público também determinou que os responsáveis garantam condições mecânicas adequadas dos veículos utilizados. As partes expostas que ofereçam risco aos foliões, como rodas e geradores, devem ser protegidas e pessoas não autorizadas não podem subir nos veículos em movimento.

No documento, o promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães alerta que o descumprimento das orientações poderá ensejar medidas corretivas imediatas por parte da Polícia Militar, inclusive com a interrupção do desfile, caso a situação coloque em risco a ordem pública, a segurança coletiva ou a integridade física dos foliões.

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