Moradores fazem passeata por justiça após morte de homem em Bonito
Familiares de Ewerton se manifestaram na Praça da Liberdade e percorreram ruas da cidade com cartazes
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Moradores e familiares de Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, fizeram passeata em Bonito nesta terça-feira para pedir justiça pela morte dele. Ele foi baleado durante uma briga no sábado, após carreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro. A polícia aponta um adolescente de 16 anos como autor dos tiros. O jovem e o pai, de 47 anos, seguem foragidos. Alex Machado Leite, também baleado, segue internado. A motivação política não foi confirmada.
Moradores de Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande, e familiares de Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, realizaram uma passeata no fim da tarde desta terça-feira (27) para pedir justiça pela morte dele, ocorrida durante uma confusão no último fim de semana, depois de uma carreata política. A manifestação começou na Praça da Liberdade, onde parentes se pronunciaram ao microfone, e seguiu pelas ruas da região central da cidade.
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Vestidos com camisetas estampadas com a fotografia de Ewerton e a palavra "Justiça", os participantes carregaram balões brancos e cartazes cobrando a responsabilização dos envolvidos no crime. "A família não vai se calar! Justiça por Ewerton" e "Não queremos esquecimento. Queremos justiça!" estavam entre as mensagens exibidas durante a caminhada.
O grupo se reuniu inicialmente na Praça da Liberdade, um dos principais pontos turísticos de Bonito. Familiares falaram aos presentes sobre a perda de Ewerton e cobraram justiça. Em seguida, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas da cidade, levando cartazes e balões brancos.
Outro cartaz destacava o sofrimento provocado pela morte. "Nenhuma família deveria passar por isso", dizia a mensagem carregada pelos participantes. A mobilização reuniu pessoas de diferentes idades, que acompanharam o trajeto pelo Centro.

O caso – Ewerton morreu ao ser atingido por três tiros durante uma briga generalizada na noite de sábado (24), nas proximidades da Rua Monte Castelo. A confusão aconteceu depois de uma carreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), realizada no município.
Segundo a investigação, o desentendimento começou com uma discussão envolvendo o pai de um adolescente de 16 anos. Durante a briga, o jovem teria pegado uma arma de fogo em um veículo e disparado contra os envolvidos. A Polícia Civil aponta o adolescente como autor dos tiros. A motivação política do crime não foi confirmada pelas autoridades, que investigam um desentendimento pessoal.
Além de Ewerton, Alex Machado Leite, de 30 anos, foi baleado e precisou ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande. Ele apresentou melhora no quadro clínico e deixou a ala vermelha do hospital, mas continua sem recuperar os movimentos das pernas.
Conforme relato do irmão João Vitor Moreira Wuzke ao Campo Grande News nesta terça-feira, Alex não corre mais risco de vida. Entretanto, os projéteis estão próximos da coluna, o que impede a realização de cirurgia. Ele permanece internado, sem previsão de alta.
O adolescente suspeito dos disparos e o pai, de 47 anos, continuavam foragidos até a última atualização divulgada pela reportagem. A Justiça determinou a apreensão do jovem, enquanto a Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e a responsabilidade dos envolvidos.
A morte de Ewerton deixou dois filhos, de 11 e nove anos, e uma menina que ainda está sendo gerada pela companheira dele, Luana Rodrigues. O casal estava junto havia nove anos e aguardava o nascimento da primeira filha.
O irmão da vítima, Giovane Rodrigues, lamentou que as crianças terão de crescer sem a presença do pai. "Perdemos Ewerton e agora três crianças vão crescer sem o seu pai. Uma delas, ainda na barriga da mãe, nem sequer vai poder conhecê-lo", declarou.
A família percorreu cerca de 14 horas de carro, saindo de Guarulhos (SP), para acompanhar o velório e o sepultamento, realizados na segunda-feira (26), em Bonito. No túmulo de Ewerton, os parentes colocaram uma bandeira do Palmeiras, time pelo qual ele torcia.
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