Interior

Justiça mantém prisão de acusados de executar motorista na BR-060

Além de negar liberdade aos quatro réus, R$ 200 mil em bens são bloqueados pela Justiça

Por Gustavo Bonotto | 24/09/2025 18:54
Justiça mantém prisão de acusados de executar motorista na BR-060
Alexandre (esquerda) e José (direita) presos pela execução de Valdinei. (Foto: Reprodução)

A Justiça manteve a prisão preventiva de quatro acusados de matar o motorista de van Valdinei Marcos da Silva, de 39 anos, em fevereiro de 2025, na BR-060, próximo a Jardim. O juiz negou pedidos de liberdade, prisão domiciliar e transferência hospitalar e determinou o bloqueio de R$ 200 mil em bens, imóveis, veículos e ativos financeiros dos réus.

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A decisão destacou a extrema periculosidade dos acusados e a gravidade do crime, motivado por disputa comercial no transporte de passageiros.

Os réus são José Adão Corrêa, ex-policial civil, Alexandre Lanzoni, modelo conhecido como Mister Mato Grosso do Sul, e o casal Edson Medeiros Ribeiro e Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, apontados como mandantes. O bloqueio de bens visa garantir futura reparação à família da vítima. A audiência do caso foi marcada para 29 de setembro.

O homicídio ocorreu em 9 de fevereiro, quando Valdinei dirigia a van com uma passageira de 77 anos. Uma Fiat Toro preta cercou o veículo e os ocupantes efetuaram disparos com uma espingarda calibre 12, obrigando a van a parar às margens da rodovia. Em seguida, os ocupantes desceram e executaram a vítima com vários tiros na cabeça. A passageira sobreviveu.

O crime foi solucionado em poucas horas pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira), que prendeu em flagrante José Adão e Alexandre Lanzoni quando tentavam fugir para Amambai. Na abordagem, os policiais apreenderam a arma usada no homicídio, cerca de R$ 9 mil em espécie e uma balaclava. Ambos se acusaram mutuamente de efetuar os disparos.

Dois dias depois, a Polícia Civil prendeu o casal Edson e Mara em Amambai. As investigações apontaram que eles encomendaram a execução por R$ 30 mil, motivados por disputa comercial e pelo encerramento da sociedade com Valdinei em novembro de 2024. Testemunhas relataram ameaças constantes à vítima e familiares nos meses anteriores ao crime.

O juiz considerou que Mara possui suporte familiar para cuidar dos filhos e que Edson recebe atendimento adequado no Hospital Regional de Ponta Porã. Ele ressaltou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. Os acusados respondem por homicídio qualificado, por motivo torpe, mediante promessa de recompensa e com emprego de meio cruel, e por tentativa de homicídio.

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